Nas encostas andinas do Equador, seis anos de silêncio científico foram rompidos por oito mil vozes genéticas: espécies de insetos que sempre existiram, mas que a ciência ainda não sabia nomear. Usando a assinatura do DNA como bússola, pesquisadores da reserva do Chocó Andino revelaram que o inventário da vida na Terra permanece radicalmente incompleto. A descoberta, parte de uma rede que se estende por cinquenta países, lembra que proteger o que não conhecemos exige, antes de tudo, aprender a enxergá-lo.