Na fronteira entre a biologia e a engenharia molecular, investigadores suecos do Instituto Karolinska construíram um nanodispositivo de ADN capaz de transportar moléculas terapêuticas e libertá-las seletivamente no interior de tumores, respondendo à acidez característica desse ambiente. A tecnologia, testada com sucesso em ratinhos, inscreve-se numa aspiração antiga da medicina: que os medicamentos possam distinguir o que deve ser curado do que deve ser preservado. Ainda distante dos hospitais, esta descoberta convida-nos a imaginar uma quimioterapia que age com precisão cirúrgica em vez de de