No coração de uma camada de carvão em Xinjiang, fragmentos de âmbar com 385 milhões de anos emergem como testemunhas silenciosas de um momento em que a vida vegetal aprendia a se defender. A descoberta, confirmada por análises moleculares precisas, recua em 65 milhões de anos a origem conhecida dessa substância e sugere que plantas primitivas do Devoniano já dominavam estratégias químicas de sobrevivência muito antes do que a ciência supunha. É um lembrete de que a história da vida na Terra guarda segredos em seus fragmentos mais ínfimos.