Na madrugada de quinta-feira, a costa do Rio Grande do Sul tornou-se berço de um ciclone extratropical — um desses fenômenos que lembram à humanidade que a natureza reorganiza o tempo a seu próprio ritmo. O Instituto Nacional de Meteorologia alertou para a chegada de ar frio, chuvas intensas e rajadas de vento que varreriam o Sul do Brasil, desenhando uma fronteira nítida entre a instabilidade do sul e a relativa calma do restante do país. Como tantas vezes na história das regiões temperadas, é o encontro de massas de ar que reescreve, por alguns dias, a rotina de milhões de pessoas.