Chuvas atípicas no Sudeste atingem 152% da média em SP; mais 90 mm previstos

Em 24 horas choveu mais do que a média histórica de todo o mês
São Paulo registrou 152% da precipitação normal de junho em apenas um dia.

Em pleno inverno — estação que deveria ser a mais seca do ano no Sudeste —, São Paulo recebeu em 24 horas o equivalente a 152% de toda a chuva esperada para junho, impulsionada por um rio atmosférico que trouxe umidade amazônica até um ciclone de frente fria. O fenômeno, registrado entre terça e quarta-feira, não é apenas um número fora do comum: é um lembrete de que a atmosfera guarda surpresas que desafiam os padrões históricos. Nos próximos dias, o mesmo sistema deve continuar organizando chuvas intensas sobre São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás, mantendo em alerta uma região que raramente precisa se preocupar com precipitação nesta época do ano.

  • São Paulo acumulou 90,8 mm em apenas 24 horas — superando toda a média mensal de junho —, com estações não oficiais registrando mais de 160 mm em alguns pontos da cidade.
  • Um rio atmosférico transportando vapor d'água da Amazônia funcionou como combustível para o ciclone da frente fria, tornando as chuvas extraordinariamente intensas para o inverno.
  • O índice de previsão extrema (EFI) do ECMWF atingiu entre 0,8 e 1 — sinalizando um evento que ocorre em apenas uma a cada 100 previsões históricas para a região e a época.
  • A instabilidade deve persistir até sexta-feira (26), com novos acumulados de até 100 mm previstos para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.
  • O sistema deve se dissipar após as próximas 48 horas, mas as regiões afetadas permanecem em alerta máximo enquanto a frente fria continua organizando precipitação.

São Paulo acordou na quarta-feira (24) com um registro incomum: em apenas 24 horas, a capital havia recebido 90,8 milímetros de chuva — 152% da média climatológica de todo o mês de junho. Estações não oficiais espalhadas pela cidade chegaram a medir volumes superiores a 160 mm. Para o inverno, período que deveria ser o mais árido do ano no Sudeste, os números são extraordinários.

O evento começou na terça-feira (23), provocado pela combinação de um sistema de baixa pressão e uma frente fria que varreu o Sudeste. Por trás da intensidade das chuvas está um mecanismo específico: um rio atmosférico que transportou vapor d'água da Amazônia diretamente para o ciclone associado à frente fria, funcionando como combustível para a precipitação volumosa.

A instabilidade não deve se dissipar rapidamente. Previsões do ECMWF indicam novos acumulados que podem alcançar ou superar 90 mm até sexta-feira (26), especialmente no litoral paulista e no sul do Rio de Janeiro, com áreas isoladas de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul também em risco. O índice de previsão extrema (EFI) registra valores entre 0,8 e 1 — um sinal de evento que ocorre em apenas uma a cada 100 previsões históricas para a região e a época.

O que começou como um alerta meteorológico já superou as expectativas históricas para o mês. As próximas 48 horas devem trazer mais precipitação significativa antes que o sistema finalmente se dissipe, deixando para trás um junho que dificilmente será esquecido pelos registros climáticos do Sudeste.

São Paulo acordou nesta quarta-feira (24) tendo recebido em apenas 24 horas mais chuva do que costuma cair durante todo o mês de junho. A capital registrou 90,8 milímetros até as dez da manhã, segundo dados do Cemaden, o que representa 152% da média climatológica mensal de 59,7 milímetros. Estações meteorológicas não oficiais espalhadas pela cidade e região chegaram a medir volumes superiores a 160 milímetros. Para uma época que deveria ser seca — o inverno é o período mais árido do ano no Sudeste — os números são extraordinários.

O fenômeno começou na terça-feira (23) e foi provocado pela atuação combinada de um sistema de baixa pressão e uma frente fria que varreu o Sudeste brasileiro. Os maiores acumulados concentraram-se em São Paulo, particularmente na capital, no litoral e na Grande São Paulo, conforme registros de órgãos oficiais como INMET, ANA e Cemaden. A Vila Prudente foi o ponto de maior precipitação dentro da capital, onde aquele volume de 90,8 milímetros foi medido.

Por trás dessa chuva volumosa está um mecanismo atmosférico específico: um rio atmosférico que transporta vapor d'água da região amazônica em direção ao ciclone associado à frente fria. Esse fluxo de umidade funciona como combustível para a precipitação, explicando por que as chuvas foram tão intensas em uma estação que normalmente é seca. A instabilidade não deve desaparecer rapidamente. Previsões indicam que a frente fria continuará organizando precipitação entre a tarde de quarta-feira e sexta-feira (26), principalmente sobre São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Os modelos de previsão do ECMWF apontam para novos acumulados que podem alcançar ou até ultrapassar 90 milímetros até sexta-feira, especialmente no litoral de São Paulo e no sul do Rio de Janeiro, mas também em áreas isoladas de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. As chuvas terão momentos de pausa e variarão em intensidade entre fraca, moderada e forte, mas devem continuar se organizando sobre essas regiões.

O índice de previsão extrema (EFI) do modelo ECMWF, que compara as previsões com dados históricos de climatologia, indica uma probabilidade elevada de chuvas muito acima da média para esta época do ano. Valores entre 0,8 e 1 nessa escala representam um evento extremo — algo que ocorre em apenas uma a cada 100 previsões, levando em conta a região e a época. Na quinta-feira (25), o alerta para chuvas incomuns abrange parte do Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás) e a região Sudeste, principalmente São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na sexta-feira (26), a área em alerta se concentra mais entre Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro, embora ainda possa abranger parte de São Paulo.

Esse padrão de chuva atípica em pleno inverno reflete a complexidade dos sistemas atmosféricos que afetam o Brasil. O que começou como um alerta meteorológico se transformou em um evento que já superou as expectativas históricas para o mês, e as próximas 48 horas devem trazer mais precipitação significativa antes que o sistema se dissipe.

Os acumulados são bastante expressivos para esta época do ano, uma vez que o inverno corresponde ao período mais seco em grande parte do Sudeste
— Análise meteorológica
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que choveu tanto em tão pouco tempo? Isso é realmente incomum para junho?

Model

Junho é inverno no Sudeste, o período mais seco do ano. Normalmente cai 59,7 milímetros durante todo o mês em São Paulo. Aqui caiu 90,8 milímetros em 24 horas. É extraordinário.

Inventor

O que causou isso? Apenas uma frente fria?

Model

Uma frente fria sozinha não explica. Há um rio atmosférico — um fluxo de vapor d'água vindo da Amazônia — que alimenta o ciclone da frente fria. Essa combinação cria precipitação volumosa.

Inventor

Isso vai continuar?

Model

Sim. Até sexta-feira. Os modelos indicam mais 90 milímetros, talvez até 100 milímetros em alguns lugares, especialmente no litoral de São Paulo e sul do Rio de Janeiro.

Inventor

Como vocês sabem que é extremo e não apenas chuva forte?

Model

Existe um índice chamado EFI que compara a previsão com o histórico climático. Valores entre 0,8 e 1 indicam um evento que ocorre apenas uma vez a cada 100 previsões. Estamos nesse nível.

Inventor

Qual é o risco real para as pessoas?

Model

Chuva desse volume em período tão curto pode causar alagamentos, deslizamentos, interrupções de serviços. O inverno não prepara a infraestrutura para isso.

Inventor

Isso tem relação com mudanças climáticas?

Model

Não posso afirmar isso com base apenas nesses dados. Mas eventos extremos fora do padrão sazonal estão se tornando mais frequentes.

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