O deserto mais árido do planeta recebeu em quatro dias o que normalmente demora quatro anos para cair — um lembrete de que os extremos climáticos não respeitam nem os lugares que pareciam imunes à água. O governo chileno decretou estado de exceção por catástrofe na província de Huasco, enquanto o Atacama, território forjado pela ausência de chuva, enfrenta agora o excesso dela. O evento já supera os registros históricos de 2015 e 2017, e a terra seca, incapaz de absorver tanto volume, transforma cada milímetro em risco de enxurrada, lama e deslocamento humano.
Chuva de quatro anos atinge Atacama em apenas quatro dias; Chile decreta estado de exceção
Potencial para deslocamento populacional e perdas materiais devido ao risco de enxurradas, inundações e corridas de lama em áreas afetadas.