A China tornou-se a maior produtora de energia renovável do mundo, mas deparou-se com uma contradição profunda: nos primeiros seis meses de 2026, desperdiçou 360 TWh de eletricidade limpa — o equivalente a quase sete anos de consumo elétrico de Portugal — porque a sua rede não consegue transportar a energia dos desertos do oeste até às cidades do leste. O episódio recorda-nos que a transição energética não é apenas uma questão de produzir energia limpa, mas de construir a civilização técnica capaz de a conduzir até quem dela necessita.