Em um momento em que a inteligência artificial redefine os contornos de quase toda forma de criação humana, Pete Docter, diretor criativo da Pixar, escolheu não desviar o olhar. Na D23, ele reconheceu que três décadas de métodos tradicionais estão cedendo espaço a um arsenal tecnológico inteiramente novo — mas insistiu que a bússola do estúdio permanece apontada para o mesmo norte: histórias feitas por pessoas, para pessoas. A questão que ele deixou no ar não é se a IA chegou, mas se a humanidade sobreviverá à forma como a usamos.