Uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro revela que a cicatriz deixada por uma cesariana pode se tornar, anos depois, uma porta de entrada para um câncer raro da placenta. Em um país onde mais da metade dos partos são cirúrgicos — proporção quase quatro vezes acima do recomendado pela OMS —, o achado convida a uma reflexão urgente sobre os custos invisíveis de escolhas médicas que parecem rotineiras. A ciência não condena a cesariana, mas pede que ela seja praticada com consciência de que cada incisão carrega consequências que o tempo ainda está revelando.
Cesariana aumenta em 45% risco de câncer de placenta, aponta estudo da UFRJ
Mulheres com histórico de cesariana enfrentam risco aumentado de desenvolver câncer gestacional raro, com potencial impacto na saúde reprodutiva e necessidade de vigilância intensificada.