O tempo que sentimos passar não é uma leitura direta do relógio do universo, mas uma construção elaborada pelo cérebro em múltiplos estágios. Pesquisadores italianos mapearam, com ressonância magnética de alto campo, como a percepção temporal nasce nas regiões visuais mais primitivas e se transforma, camada por camada, até chegar ao córtex frontal como experiência subjetiva. Essa descoberta revela que o tempo vivido é menos medida e mais narrativa — moldada pela atenção, pelo contexto e pelo estado interior de quem o experimenta.