O mercado de crédito privado brasileiro atravessa uma contradição histórica: os spreads das debêntures estão em mínimas enquanto o risco real das empresas cresce, criando a pior relação risco-retorno já registrada. Com a Selic elevada pressionando as obrigações corporativas e atraindo capital para títulos públicos, o investidor se vê pagando caro por ativos cada vez mais vulneráveis. Ulisses Nehmi, da Sparta Investimentos, nomeia esse paradoxo com precisão — e alerta que o equilíbrio atual, frágil e caro, pode se romper a qualquer momento.