Em meio ao colapso das vinícolas europeias — onde estoques se acumulam e mercados historicamente sólidos encolhem — o Brasil permanece como uma ilha de relativa estabilidade, sustentada pelo crescimento dos vinhos nacionais. O CEO da Mistral, Otavio Lilla, oferece uma leitura que vai além do modismo: os jovens não abandonaram o vinho por indiferença, mas porque o custo da vida os afastou da taça. É uma crise que revela, no fundo, a tensão entre o prazer cultivado e o poder aquisitivo que o torna possível.