Polícia desmancha central clandestina de mineração de criptomoedas na Baixada Fluminense

Estrutura remota monitorada por câmeras, alimentada por furto contínuo de energia
Como a operação clandestina de mineração funcionava sem presença física constante no galpão.

Na Baixada Fluminense, onde a invisibilidade sempre foi um recurso do crime, a polícia encontrou desta vez não um esconderijo de armas, mas um galpão repleto de máquinas silenciosas trabalhando incessantemente para converter eletricidade roubada em moeda digital. A operação desarticulada em Jardim Gramacho revela como o crime organizado migrou para a infraestrutura digital, adotando a sofisticação tecnológica como escudo contra a vigilância tradicional. O episódio nos lembra que a fronteira entre o mundo físico e o virtual é cada vez mais porosa — e que antigas vulnerabilidades, como o furto de energia, persistem como fio condutor de crimes novos.

  • 123 máquinas de alta performance operavam silenciosamente num galpão industrial, gerando até R$ 70 mil por mês sem que ninguém precisasse estar fisicamente presente.
  • O esquema dependia de um crime elementar e antigo — o furto de energia elétrica — para sustentar uma operação tecnológica sofisticada e altamente lucrativa.
  • Câmeras de vigilância e controle remoto permitiam que os responsáveis gerenciassem tudo à distância, tornando a estrutura difícil de rastrear por métodos convencionais.
  • Durante a ação, policiais descobriram ainda uma fábrica de plásticos no mesmo local operando com ligação clandestina, revelando que o galpão era um verdadeiro polo de infrações.
  • A operação, coordenada entre duas delegacias, resultou em prejuízo estimado de R$ 885 mil ao crime organizado e documentos apreendidos que podem identificar os responsáveis.

Na segunda-feira, policiais de Duque de Caxias chegaram a um galpão no bairro Jardim Gramacho e encontraram algo incomum: não armas nem drogas, mas 123 equipamentos de alta performance — transformadores, exaustores industriais, disjuntores e computadores — montados para minerar criptomoedas em escala industrial. O conjunto, avaliado entre R$ 400 mil e R$ 650 mil, tinha capacidade de gerar entre R$ 50 mil e R$ 70 mil por mês.

O que tornava a operação especialmente sofisticada era sua natureza remota. Os responsáveis não precisavam estar presentes: câmeras de vigilância instaladas no local permitiam monitoramento à distância, e o controle era feito eletronicamente. O custo operacional, por sua vez, era mantido artificialmente baixo por um recurso simples e ilegal — o furto contínuo de energia elétrica, que alimentava centenas de máquinas minerando moedas digitais 24 horas por dia.

Durante as buscas, agentes encontraram documentos e identidades civis que podem levar à identificação dos envolvidos. O prejuízo total ao crime organizado foi estimado em R$ 885 mil, considerando tanto os equipamentos apreendidos quanto a receita futura que a operação deixará de gerar.

A ação revelou ainda uma camada adicional de ilegalidade: no mesmo espaço, uma empresa de fabricação de plásticos funcionava também por meio de ligação clandestina de energia. O galpão havia se tornado um polo de infrações, com diferentes atividades criminosas compartilhando a mesma estrutura irregular.

Coordanada pelas delegacias de Campos Elíseos e Piabetá, a operação expõe uma tendência crescente na Baixada Fluminense: o crime organizado adotando tecnologia digital e infraestrutura remota para escapar da vigilância convencional. Ao mesmo tempo, aponta um ponto fraco persistente — o furto de energia, detectável quando há investigação direcionada.

A polícia de Duque de Caxias desarticulou uma operação sofisticada de mineração de criptomoedas na segunda-feira, descobrindo que criminosos haviam montado uma central clandestina capaz de gerar dezenas de milhares de reais por mês — tudo alimentado por eletricidade roubada. O galpão no bairro Jardim Gramacho abrigava 123 equipamentos de alta performance: transformadores, exaustores industriais, disjuntores de potência elevada e computadores de gerenciamento, um arsenal tecnológico avaliado entre R$ 400 mil e R$ 650 mil. Segundo levantamento preliminar, a operação tinha capacidade de faturar entre R$ 50 mil e R$ 70 mil por mês.

O que tornava a estrutura particularmente sofisticada era sua natureza remota. Os responsáveis operavam o empreendimento à distância, monitorando tudo por câmeras de vigilância instaladas no local. Não havia necessidade de presença física constante — apenas supervisão eletrônica e controle remoto. Mas o coração da operação repousava em algo mais elementar: o furto contínuo de energia elétrica. Sem pagar pela eletricidade que alimentava centenas de computadores minerando moedas digitais 24 horas por dia, os custos operacionais caíam drasticamente, transformando o esquema em um negócio altamente lucrativo para quem o controlava.

Durante as buscas, os agentes localizaram documentos e identidades civis relacionadas à operação, pistas que podem levar à identificação dos responsáveis. O balanço inicial da ação aponta um prejuízo total de aproximadamente R$ 885 mil ao crime organizado — uma cifra que reflete não apenas o valor dos equipamentos apreendidos, mas também as perdas futuras de receita que a operação deixaria de gerar.

A descoberta revelou ainda uma camada adicional de ilegalidade no mesmo local. Durante a operação, os policiais flagraram uma empresa de fabricação de plásticos funcionando por meio de ligação clandestina de energia, abastecendo irregularmente suas atividades comerciais. O galpão havia se tornado um núcleo de infrações contra a lei, com múltiplas operações criminosas compartilhando a mesma estrutura de furto de energia.

A ação contou com o apoio de agentes da 60ª DP (Campos Elíseos) e 66ª DP (Piabetá), indicando que a investigação envolveu coordenação entre diferentes unidades policiais. A operação exemplifica como o crime organizado tem se sofisticado na Baixada Fluminense, utilizando tecnologia digital e infraestrutura remota para contornar vigilância tradicional. Ao mesmo tempo, expõe uma vulnerabilidade: o furto de energia continua sendo um ponto fraco facilmente detectável, desde que haja investigação direcionada.

Toda a estrutura funcionava de forma remota, contava com sistema de monitoramento por câmeras para controle à distância e operava por meio de furto contínuo de energia elétrica
— Policiais de Duque de Caxias
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Como a polícia chegou até essa operação? Havia denúncias sobre consumo anormal de energia?

Model

A fonte não especifica como a investigação começou, mas é provável que anomalias no consumo de eletricidade tenham chamado atenção. Furto de energia em larga escala deixa rastros.

Inventor

123 equipamentos é muito. Quanto tempo levaria para montar algo assim?

Model

Semanas, talvez meses. Mas o que impressiona é que funcionava remotamente — não precisavam estar lá todo dia. Câmeras, monitoramento digital, tudo controlado de longe.

Inventor

R$ 50 a 70 mil por mês é bastante. Quanto tempo essa operação estava em funcionamento?

Model

A fonte não diz. Mas se estava gerando essa receita mensalmente, provavelmente já tinha alguns meses de operação. Quanto mais tempo, maior o lucro acumulado.

Inventor

E a empresa de plásticos no mesmo local — era parceira ou coincidência?

Model

Parece mais oportunismo. Compartilhavam a mesma ligação clandestina de energia. Quando você já está roubando eletricidade em larga escala, adicionar outro negócio ilegal ao mesmo espaço é relativamente simples.

Inventor

Qual é o risco real de operações como essa?

Model

Além do prejuízo financeiro ao crime organizado, há risco de incêndio — equipamentos de alta potência funcionando com furto de energia, sem manutenção adequada. E há o custo social: energia roubada significa custos mais altos para consumidores legítimos.

Inventor

Isso vai parar?

Model

Essa operação parou. Mas enquanto houver demanda por criptomoedas e eletricidade for cara, haverá quem tente. A polícia agora sabe onde procurar.

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