PM apreende 500 celulares furtados em shopping do Centro de BH

Reiniciavam os telefones para revender como seminovos
O método usado pelos criminosos para dar aparência de legalidade aos celulares roubados.

No coração de Belo Horizonte, onde o comércio popular e a informalidade se entrelaçam, a Polícia Militar desvendou no último sábado uma engrenagem silenciosa da economia do crime: um depósito clandestino com cerca de 500 celulares furtados, escondido dentro de um shopping do Centro. A prisão de um homem e a apreensão de um adolescente revelam que o furto de aparelhos raramente é um ato isolado — é parte de uma cadeia organizada que transforma objetos roubados em mercadoria aparentemente legítima. O episódio lembra que cada celular perdido nas ruas carrega não apenas valor material, mas uma história de pertencimento que a investigação agora tenta restaurar.

  • Quinhentos celulares furtados empilhados em um único ponto revelam a escala industrial de um esquema de receptação que operava abertamente dentro de um shopping popular.
  • Um dispositivo para apagar dados dos aparelhos encontrado no local mostra que os criminosos não apenas guardavam os telefones — eles os processavam ativamente para apagar rastros e revendê-los como seminovos.
  • Quando o desbloqueio era impossível, os aparelhos eram desmontados e vendidos por peças, transformando cada celular roubado em múltiplos produtos no mercado clandestino.
  • Um homem foi preso e um adolescente apreendido; o caso foi encaminhado à Polícia Civil, que agora tenta mapear toda a rede de furtos que abastecia o esquema.
  • Vítimas de roubo ou furto em BH têm uma janela de esperança: com documento e comprovante de propriedade, podem verificar junto à polícia se seu aparelho está entre os 500 recuperados.

No sábado à tarde, a Polícia Militar entrou em um shopping popular no Centro de Belo Horizonte e encontrou o que parecia ser um depósito comum — mas era, na verdade, um ponto estruturado de receptação de tecnologia roubada. Cerca de 500 celulares furtados estavam acumulados no local, acompanhados de peças soltas, carcaças e um equipamento usado especificamente para apagar os dados dos aparelhos. Um homem foi preso e um adolescente apreendido.

O esquema tinha lógica própria: celulares furtados pelas ruas de BH chegavam até ali, onde eram reiniciados e revendidos como seminovos quando possível. Quando o desbloqueio era inviável, os aparelhos eram desmontados — tela, bateria, placa-mãe — e cada peça vendia separadamente no mercado clandestino. Nada se desperdiçava.

Alguns dos aparelhos apreendidos ainda estavam intactos, com dados originais preservados, o que permitiu à polícia identificar parte dos proprietários e iniciar devoluções. O homem preso tinha antecedentes por uso de drogas. O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que investiga a extensão da rede e quantas pessoas a alimentavam.

Para quem teve celular roubado ou furtado recentemente em Belo Horizonte, a orientação é procurar a polícia com documento de identificação e qualquer comprovante de propriedade — nota fiscal, contrato com operadora. Há chance real de que o aparelho esteja entre os 500 recuperados, e o cruzamento de dados já está em andamento.

No sábado à tarde, a Polícia Militar invadiu um shopping popular no coração de Belo Horizonte e encontrou um depósito clandestino de tecnologia roubada. Cerca de 500 celulares furtados estavam ali, empilhados junto com peças soltas, carcaças e um equipamento específico: um dispositivo para apagar dados de telefones. Um homem foi preso no local. Um adolescente também foi apreendido. O que a polícia descobriu não era apenas um esconderijo — era uma operação montada.

O esquema funcionava assim: criminosos furtavam ou roubavam celulares pelas ruas da cidade. Traziam os aparelhos para este ponto de receptação no shopping. Lá, tentavam reiniciar os telefones para apagá-los e revendê-los como seminovos, como se fossem produtos legítimos. Quando o desbloqueio era impossível, simplesmente desmontavam os aparelhos e vendiam as peças em separado — tela, bateria, placa-mãe, tudo tinha valor no mercado clandestino.

Alguns dos celulares apreendidos ainda estavam intactos, com seus dados originais preservados. A polícia conseguiu identificar os proprietários de alguns desses aparelhos e iniciou o processo de devolução. Outros já tinham sido parcialmente processados ou destruídos. O homem preso tinha antecedentes por uso de drogas, segundo os registros da corporação.

O caso foi encaminhado para a Polícia Civil, que agora investiga a participação do homem e do adolescente no esquema de receptação. A investigação vai tentar mapear a rede de furtos que alimentava este ponto de venda, quantas pessoas estavam envolvidas, e para onde iam os aparelhos depois de saírem dali.

Para quem teve celular roubado ou furtado nos últimos meses em Belo Horizonte, a orientação é procurar a polícia com documento de identificação e algum comprovante de propriedade — nota fiscal, contrato com operadora, qualquer coisa que prove que o aparelho era seu. É possível que o telefone esteja entre os 500 recuperados. A polícia está fazendo o cruzamento de dados para tentar devolver os aparelhos aos donos originais.

O local funcionava como ponto de receptação de produtos ilícitos
— Polícia Militar
Vítimas de furto ou roubo podem procurar a polícia com documento de identificação e comprovante de propriedade para verificar se o aparelho foi recuperado
— Polícia Militar
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Como é que um shopping popular vira um depósito de celulares roubados sem ninguém notar?

Model

Esses lugares têm movimento constante, muita gente entrando e saindo. Um ponto de receptação funciona discreto — não é uma loja aberta, é um espaço que parece normal, mas funciona como intermediário. Compra rápido, vende rápido.

Inventor

E o dispositivo para apagar dados — isso é tecnologia sofisticada?

Model

Não é nada complicado. Existem ferramentas simples que fazem isso. O que impressiona é a organização: eles tinham um método. Roubavam, traziam aqui, limpavam, revendiam. Era uma linha de produção.

Inventor

Mas nem todo celular conseguiam desbloquear?

Model

Exato. Alguns telefones têm proteção mais forte. Quando não conseguiam, simplesmente desmontavam. Uma tela de celular novo vale dinheiro. Uma bateria vale. Eles não deixavam nada perder.

Inventor

O que acontece agora com os aparelhos que foram recuperados?

Model

Os que ainda têm dados intactos, a polícia tenta devolver aos donos. Mas muitos já foram danificados ou apagados. Para quem perdeu o celular, é uma chance de recuperar, mas não é garantido que o seu específico esteja lá.

Inventor

E o homem preso — ele era o dono da operação ou só trabalhava ali?

Model

Ainda não se sabe. A Polícia Civil vai investigar. Pode ser que ele fosse o gerente do ponto, ou pode ser que fosse um dos vários envolvidos. O adolescente também está sendo investigado. A polícia quer entender toda a cadeia.

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