Nas grandes cidades brasileiras, onde quase 800 mil celulares foram roubados ou furtados em 2025, uma prática discreta ganhou nome próprio: o 'celular do ladrão'. Diante da transformação do smartphone em cofre portátil — guardião de contas bancárias, senhas e documentos —, muitos brasileiros passaram a circular com um aparelho barato e vazio de dados sensíveis, reservando o verdadeiro dispositivo para a segurança do lar. É uma resposta humana e pragmática a um risco que deixou de ser sobre perder um objeto e passou a ser sobre perder o acesso à própria vida financeira.