A cada dois meses, agentes de saúde espalham centenas de pequenas armadilhas pelos bairros de uma cidade litorânea — não por rotina burocrática, mas porque o invisível pode matar. O Centro de Controle de Zoonoses concluiu seu quarto ciclo de monitoramento do Aedes aegypti, mapeando com precisão onde o mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya se reproduz com maior intensidade. Por trás dos números coletados em 93 bairros, há uma lógica antiga: conhecer o inimigo antes que ele se multiplique é a única forma de proteger o que é comum a todos.