Católica-Lisbon e NTT DATA reúnem líderes bancários para debater IA e disrupção digital

Os modelos estáticos estão a chegar ao fim
Tema central da keynote de João Baptista Leite sobre o futuro da banca numa era de IA e agentes inteligentes.

No cruzamento entre a tradição bancária e a velocidade da era digital, líderes do setor financeiro português reúnem-se em Lisboa para confrontar uma verdade que já não pode ser adiada: a Inteligência Artificial e as novas plataformas competitivas estão a redesenhar as regras do jogo. A conferência promovida pela Católica-Lisbon e pela NTT DATA, a 25 de junho, não é apenas um debate — é o reconhecimento coletivo de que os modelos que sustentaram décadas de banca estão a chegar ao fim, e que preparar as pessoas para o que vem a seguir é, em si mesmo, um ato estratégico.

  • A Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa e tornou-se uma força que já está a alterar como os bancos operam, decidem e se relacionam com os clientes.
  • As fintechs e plataformas digitais pressionam os bancos tradicionais a abandonar modelos de negócio que funcionaram durante décadas, criando uma urgência estratégica sem precedentes.
  • A Agentic AI — ainda pouco explorada — emerge como a próxima fronteira, prometendo levar automação e tomada de decisão a um nível que poucos gestores estão preparados para enfrentar.
  • Responsáveis da Revolut, da Galp e da UNICRE partilham o mesmo palco para debater o que vem depois dos agentes inteligentes e como a inovação se traduz em relevância real.
  • O evento marca o lançamento de um programa de formação executiva que reconhece não ser possível separar as dimensões estratégica, tecnológica e regulatória da transformação bancária.

A 25 de junho, a Católica-Lisbon School of Business & Economics e a NTT DATA abrem as portas do Auditório 511, em Lisboa, para uma conferência que reúne responsáveis bancários, reguladores e especialistas em inovação. O ponto de partida é uma realidade que o setor já não pode ignorar: a banca está a transformar-se a um ritmo acelerado, pressionada pela Inteligência Artificial, pelas fintechs e por novos modelos de negócio que desafiam décadas de estabilidade.

O programa é denso e revelador. João Baptista Leite, CEO da UNICRE, falará sobre "A nova fronteira da banca: IA, Agentic AI e o fim dos modelos estáticos" — um título que diz muito sobre o estado de espírito do setor. A Agentic AI, ainda pouco explorada, promete levar a automação e a tomada de decisão a um patamar completamente novo. Num painel moderado por Jorge Tavares, da NTT DATA, Rúben Germano, da Revolut Bank Portugal, e Maria João Carioca, da Galp, debaterão o que vem depois dos agentes inteligentes e como a inovação se converte em relevância concreta.

O evento serve também de palco para o lançamento de um novo programa de formação executiva em Inovação e Transformação Digital em Banca, desenvolvido em parceria pelas duas instituições. A lógica é clara: digitalização, IA e novos modelos de negócio não são tendências passageiras, e os gestores bancários precisam de ferramentas para os compreender e aproveitar. O programa propõe uma visão integrada — estratégica, tecnológica e regulatória — reconhecendo que estas três dimensões são inseparáveis. A conferência é, assim, simultaneamente um diagnóstico e um ponto de partida.

No próximo dia 25 de junho, a Católica-Lisbon School of Business & Economics e a NTT DATA reúnem-se para uma conferência que promete ser um ponto de encontro crucial para o setor financeiro português. O evento, que decorre às 18 horas no Auditório 511 da instituição em Lisboa, traz para a mesma sala responsáveis bancários, reguladores e especialistas em inovação — todos confrontados com a mesma realidade: a banca está a transformar-se num ritmo que ninguém consegue ignorar.

A disrupção é real e multifacetada. A Inteligência Artificial não é mais uma promessa futura; é uma força presente que está a redesenhar como os bancos operam e como se relacionam com os clientes. Mas há mais. As fintechs e as plataformas digitais exercem uma pressão competitiva que obriga os bancos tradicionais a repensar modelos de negócio que funcionaram durante décadas. O encontro de 25 de junho centra-se precisamente nesta encruzilhada: como navegar uma transformação que é simultaneamente tecnológica, regulatória e estratégica.

Entre os temas em debate está a Agentic AI — uma fronteira ainda pouco explorada da Inteligência Artificial que promete levar a automação e a tomada de decisão a um nível completamente novo. Filipe Santos, Dean da Católica-Lisbon, abrirá a sessão, seguindo-se uma intervenção de João Baptista Leite, CEO da UNICRE, que falará sobre "A nova fronteira da banca: IA, Agentic AI e o fim dos modelos estáticos". A escolha do tema é reveladora: os modelos estáticos — aqueles que funcionaram durante anos — estão a chegar ao fim.

O programa inclui um painel de debate com Rúben Germano, General Manager da Revolut Bank Portugal, e Maria João Carioca, co-CEO e CFO da Galp. A discussão, moderada por Jorge Tavares, Banking Partner da NTT DATA, abordará "Da inovação à relevância: o que vem depois dos agentes inteligentes?". A pergunta é pertinente: a inovação por si só não é suficiente; o que importa é como essa inovação se traduz em relevância para o negócio e para o cliente.

Mas o evento não é apenas um espaço de debate. Marca também o lançamento de um novo programa de formação executiva em Inovação e Transformação Digital em Banca, desenvolvido pela Católica-Lisbon SBE | Executive Education em parceria com a NTT DATA. Este programa foi concebido com um propósito claro: preparar gestores e profissionais do setor financeiro para os desafios que já estão à porta. A formação promete uma visão integrada das dimensões estratégica, tecnológica e regulatória da transformação bancária — reconhecendo que estas três dimensões não podem ser tratadas isoladamente.

O programa responde a uma necessidade real. A digitalização não é opcional; a Inteligência Artificial não é uma moda passageira; os novos modelos de negócio emergentes não vão desaparecer. Os gestores bancários precisam de compreender não apenas como estas forças funcionam, mas como podem ser aproveitadas para manter a competitividade num setor que está a mudar mais rapidamente do que muitos conseguem acompanhar. A conferência de 25 de junho é, portanto, um ponto de partida — um momento em que a indústria se reúne para reconhecer os desafios e, através da formação que agora se lança, começar a equipar-se para os enfrentar.

A nova fronteira da banca: IA, Agentic AI e o fim dos modelos estáticos
— João Baptista Leite, CEO da UNICRE
Da inovação à relevância: o que vem depois dos agentes inteligentes?
— Tema do painel de debate moderado por Jorge Tavares
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Porque é que uma escola de negócios e uma empresa de consultoria tecnológica sentem necessidade de reunir líderes bancários neste momento específico?

Model

Porque o setor está numa encruzilhada. A IA não é mais uma possibilidade teórica — está a ser implementada agora. As fintechs já conquistaram clientes. Os bancos tradicionais sentem a pressão, mas muitos ainda não têm uma estratégia clara para responder.

Inventor

A Agentic AI parece ser o grande tema. O que a torna tão diferente do que já existe?

Model

A diferença é fundamental. A IA atual é principalmente reativa — responde a perguntas, processa dados. A Agentic AI é proativa — toma decisões, executa ações, negocia. Para a banca, isto significa que máquinas podem começar a fazer coisas que historicamente exigiam julgamento humano.

Inventor

Isso não assusta os bancos?

Model

Assusta e entusiasma simultaneamente. Assusta porque significa que profissões inteiras podem ser transformadas. Entusiasma porque a eficiência ganha é enorme. Por isso é que a formação que se lança é tão importante — não é para ensinar a tecnologia, é para ensinar a pensar estrategicamente sobre ela.

Inventor

E a relação com o cliente? Como é que muda?

Model

Muda radicalmente. Hoje, o cliente vai ao banco. Amanhã, o banco vai ao cliente — através de agentes digitais que entendem o contexto, antecipam necessidades, oferecem soluções personalizadas. Mas isto só funciona se os bancos compreenderem que não estão apenas a automatizar processos; estão a redefinir a relação.

Inventor

Então este evento é mais do que um debate académico?

Model

É um sinal de que a indústria reconhece que não pode continuar como estava. A conferência é o momento de falar; a formação que se lança é o momento de agir.

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