Quando uma instituição financeira colapsa, a pergunta mais fácil é perguntar se havia regras suficientes — a pergunta mais honesta é perguntar se as regras existentes foram cumpridas. Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, ofereceu essa distinção ao analisar o caso do Banco Master em um debate em São Paulo: o problema não foi ausência de regulação, mas uma falha grotesca na sua aplicação, agravada por suspeitas de corrupção. O episódio expõe como mecanismos de proteção — como o Fundo Garantidor de Créditos — podem ser distorcidos quando a supervisão falha, deixando um rastro de prejuíz
Caso Master foi falha grotesca de aplicação, diz Armínio Fraga
O Governo do Distrito Federal ficará anos pagando empréstimo para socorrer o BRB, e grandes bancos sofreram prejuízos enormes com a quebra do Master.