Ele ainda tem muita energia e vontade de viver
Há histórias que desafiam silenciosamente a ideia de que o tempo encerra os capítulos mais importantes da vida. Aos 96 anos, um ex-cientista da Nasa — viúvo após 69 anos ao lado de uma pianista políglota — contratou uma casamenteira em Nova York para encontrar não uma substituta, mas uma nova forma de presença e conexão. O gesto, ao mesmo tempo íntimo e corajoso, lembra que o desejo de pertencer a alguém não tem idade de expiração.
- Aos 96 anos e viúvo desde 2023, o cientista recusa a narrativa de que o amor é território dos jovens e toma uma atitude concreta: contrata uma especialista em relacionamentos.
- A casamenteira Brigitte Weil recebeu o pedido com ceticismo — até conhecer pessoalmente o cliente e se deparar com uma energia e lucidez que desfizeram suas dúvidas.
- Ele não busca companhia por solidão vaga: quer uma mulher gentil, empática, romântica e com afinidade intelectual, de preferência com interesse por ciência.
- Enquanto aguarda, sua vida segue em movimento: autobiografia publicada, novas invenções em andamento e a Medalha do Presidente do City College a caminho.
- Se encontrar a companheira certa, já tem planos concretos — um apartamento em Battery Park City para recomeçarem juntos, com humor e leveza incluídos no pacote.
Aos 96 anos, um ex-cientista da Nasa tomou uma decisão que poucos em sua idade considerariam: contratou uma casamenteira profissional para ajudá-lo a encontrar um novo amor. Viúvo desde 2023, ele passou quase sete décadas ao lado de Vicky Rosenblatt, uma pianista de concerto nascida no Egito que falava cinco idiomas e que, segundo ele, "se relacionava bem com todo mundo". Ele deixa claro que não busca substituí-la — quer algo novo.
Quando Brigitte Weil recebeu o pedido, sua primeira reação foi de ceticismo. A missão parecia quase impossível. Mas um encontro pessoal mudou tudo: ela percebeu que o cliente tinha energia, clareza e uma vontade de viver que tornavam a tarefa não apenas viável, mas emocionante.
O que ele procura é específico: uma mulher gentil, empática, generosa, romântica e com afinidade intelectual — de preferência com interesse por ciência. Não se trata de companhia para programas culturais, mas de conexão genuína.
Sua rotina atual desmente qualquer ideia de velhice passiva. Publicou recentemente uma autobiografia, segue trabalhando em invenções e receberá a Medalha do Presidente do City College de Nova York — honraria já concedida a Nelson Mandela, Colin Powell e Hillary Clinton. Mora em uma residência para idosos, mas já planeja comprar um apartamento em Battery Park City caso encontre a companheira certa.
O humor também faz parte do pacote. Ele anda de triciclo elétrico, mas garante que a futura parceira não precisa compartilhar o hábito: "O veículo é para uma pessoa só." Pai de três filhos, não os consultou antes de iniciar a busca — mas conta com o apoio deles. Com um sorriso, menciona que a boa herança que deixará a eles também ajuda na aprovação.
Aos 96 anos, um ex-cientista da Nasa decidiu que não queria envelhecer sozinho. Viúvo desde 2023 após quase sete décadas de casamento, ele fez algo que poucos em sua idade considerariam: contratou uma casamenteira profissional para ajudá-lo a encontrar um novo amor.
Sua esposa, Vicky Rosenblatt, era uma pianista de concerto nascida no Egito que falava cinco idiomas. Eles se conheceram e casaram em apenas quatro meses, permanecendo juntos por 69 anos. "Ela falava cinco idiomas e se relacionava bem com todo mundo. Nunca vou substituí-la", disse ele, deixando claro que não buscava replicar o que havia perdido, mas sim encontrar algo novo.
Quando Brigitte Weil, a especialista em relacionamentos contratada para a missão, recebeu o pedido inicial, sua reação foi cética. A tarefa parecia quase impossível. Mas tudo mudou quando ela o conheceu pessoalmente. "Como pessoa, a história me emocionou. Profissionalmente, achei que seria uma tarefa muito difícil, mas, depois de conhecê-lo, percebi que ele ainda tem muita energia e vontade de viver", afirmou.
O que o diferencia de muitos homens em sua faixa etária é sua clareza sobre o que busca. Não quer apenas alguém para acompanhá-lo ao teatro ou ao museu. Procura uma conexão genuína com uma mulher que seja gentil, empática, generosa e romântica. Além disso, valoriza a afinidade intelectual e gostaria de encontrar alguém com interesse por ciência.
Sua vida atual desmente qualquer noção de aposentadoria tranquila. Recentemente publicou uma autobiografia, continua trabalhando em novas invenções e este ano receberá a Medalha do Presidente do City College de Nova York, a mesma honraria já concedida a Nelson Mandela, Coretta Scott King, Colin Powell e Hillary Clinton. Mora em uma residência para idosos, mas já planeja o futuro: se encontrar uma companheira, pretende comprar um apartamento em Battery Park City para que possam viver juntos e aproveitar o bairro.
Seu senso de humor permanece intacto. Ele anda regularmente de triciclo elétrico, mas brinca que sua futura parceira não precisa compartilhar esse interesse. "Ela não precisa andar de bicicleta. O veículo é para uma pessoa só", disse com leveza.
Pai de três filhos, ele não consultou a família antes de iniciar essa busca, mas garante contar com o apoio deles. Com um toque de humor, mencionou que deixou uma boa herança para os filhos, o que, segundo ele, também ajuda na aprovação deles. O que começou como um desafio que parecia impossível para uma casamenteira se transformou em uma história de um homem que aos 96 anos ainda acredita que a vida tem muito a oferecer.
Citações Notáveis
Ela falava cinco idiomas e se relacionava bem com todo mundo. Nunca vou substituí-la— O ex-cientista, sobre sua falecida esposa
Depois de conhecê-lo, percebi que ele ainda tem muita energia e vontade de viver— Brigitte Weil, casamenteira
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que você acha que ele decidiu contratar uma casamenteira agora, aos 96 anos, em vez de simplesmente aceitar a solidão?
Porque ele não vê a solidão como inevitável. Ele publicou uma autobiografia recentemente, continua inventando, vai receber uma medalha de honra. Não é alguém que se rendeu à idade.
A casamenteira disse que mudou de ideia ao conhecê-lo. O que ela viu que a convenceu?
Energia. Não a energia de alguém fingindo estar bem, mas a disposição real de construir algo novo. Ele não quer companhia — quer conexão genuína.
Ele foi muito claro sobre o que procura. Isso torna mais fácil ou mais difícil encontrar alguém?
Mais fácil, paradoxalmente. Ele não está buscando um fantasma de sua esposa. Sabe exatamente que quer afinidade intelectual, interesse por ciência, romantismo. Isso é específico.
E o plano de comprar um apartamento em Battery Park City? Isso não é muito otimista para alguém de 96 anos?
É exatamente o ponto. Ele está planejando um futuro. Não está apenas passando o tempo. Isso muda tudo sobre como você se relaciona com a vida.
Como você acha que os filhos dele reagem a tudo isso?
Com alívio, provavelmente. Ele deixou uma herança clara, então não há questões financeiras. E ele está feliz, ativo, engajado. Qual filho não quer isso para o pai?