No regresso político após o verão, o líder do Partido Socialista, José Luís Carneiro, colocou em causa a transparência do Estado português ao questionar publicamente a aquisição de 13,7% da REN pelo Governo de Luís Montenegro. Num arraial em Olhão, Carneiro não se limitou a pedir números — interrogou o sentido mais profundo da operação: se o Estado comprou influência real ou apenas uma presença simbólica numa empresa estratégica dominada por capitais chineses. A cena reflete uma tensão recorrente nas democracias modernas entre a lógica da governação eficiente e a exigência cidadã de prestação