Preta Gil ganha série e filme documental em sua homenagem na Globoplay

Preta Gil faleceu um ano antes desta publicação após diagnóstico de câncer de intestino descoberto em janeiro de 2023.
Cada depoimento funciona como uma carta de amor à cantora
A série 'Meu Nome é Preta' reúne vozes de amigos e familiares que reconstroem o legado de Preta Gil.

Um ano após a partida de Preta Gil, a Globoplay transforma memória em legado com duas produções que reconstroem sua trajetória a partir de dentro — uma nascida do próprio gesto da artista de documentar sua luta contra o câncer, outra tecida pelos depoimentos de quem a amou. É o modo como a cultura encontra formas de manter vivas as vozes que se calam, devolvendo à esfera pública o que pertenceu, primeiro, ao íntimo.

  • Preta Gil, ao receber o diagnóstico de câncer de intestino em janeiro de 2023, tomou a decisão corajosa de registrar sua própria jornada com o celular, transformando vulnerabilidade em documento.
  • A ausência da artista, completando um ano, cria uma tensão entre a dor do luto e a necessidade de preservar um legado que transcende a música.
  • A Globoplay responde com duas produções distintas: um documentário íntimo construído com imagens caseiras e depoimentos, e uma série de quatro episódios que mapeia toda uma vida.
  • Nomes como Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Carolina Dieckmann e membros da família se reúnem para compor um mosaico afetivo que nenhuma produção isolada poderia alcançar.
  • As produções chegam ao público como uma ponte entre o que Preta viveu e o que ela deixou — garantindo que sua história continue sendo contada por quem realmente a conheceu.

Um ano depois da morte de Preta Gil, a Globoplay lança duas produções que reconstroem sua vida a partir das vozes mais próximas. A primeira, o documentário 'Preta Gil - Eu Não Ando Só', nasceu de um pedido da própria artista: ao receber o diagnóstico de câncer de intestino em janeiro de 2023, ela decidiu registrar sua jornada, capturando cenas principalmente com o celular. O resultado é um arquivo íntimo e pessoal, complementado por depoimentos de amigos e familiares que estiveram ao seu lado. A direção ficou a cargo de Sandra Kogut, com roteiro de Renato Terra.

A segunda produção, a série 'Meu Nome é Preta', segue outro caminho. Dividida em quatro episódios, ela não acompanha a doença, mas percorre a trajetória completa da artista — do nascimento à carreira musical, da maternidade ao carnaval, do empreendedorismo ao engajamento com causas sociais. Cada depoimento funciona como uma carta de amor, montando um mosaico afetivo sobre seu legado.

Os participantes formam um círculo significativo: Carolina Dieckmann, Regina Casé, Ivete Sangalo e Ana Carolina, ao lado de familiares como Gilberto Gil, Fran Gil, Flora Gil e Bela Gil. Juntos, oferecem perspectivas distintas sobre quem Preta foi além dos palcos. As duas produções chegam como uma forma de manter viva uma voz que se calou cedo demais — devolvendo ao público o que pertenceu, primeiro, ao íntimo.

Um ano após a morte de Preta Gil, a Globoplay apresenta duas produções que reconstroem sua vida através das vozes daqueles que a conheceram melhor. A primeira é um filme documental chamado 'Preta Gil - Eu Não Ando Só', nascido de um pedido da própria artista quando recebeu o diagnóstico de câncer de intestino em janeiro de 2023. Naquele momento, ela decidiu documentar sua própria jornada, capturando cenas principalmente com o celular — muitas delas filmadas por ela mesma — criando um registro íntimo e pessoal de sua experiência.

O documentário reúne esses vídeos caseiros junto com depoimentos de amigos e familiares que estiveram ao seu lado durante esse período. Não é um trabalho feito de longe, mas construído a partir de um gesto de coragem e partilha daqueles que viveram aquele momento com ela. A direção artística ficou a cargo de Monica Almeida, com Sandra Kogut na direção, roteiro de Renato Terra e produção executiva de Fernanda Neves.

A segunda produção é a série 'Meu Nome é Preta', que funciona de forma diferente. Dividida em quatro episódios, ela não acompanha a doença, mas revisita a trajetória completa da artista através do olhar daqueles que compartilharam sua vida. Cada depoimento funciona como uma carta de amor à cantora, montando um mosaico afetivo sobre seu legado e tudo aquilo que ela representou.

Os nomes que participam das duas produções formam um círculo de pessoas que marcaram presença na vida de Preta. Estão lá Carolina Dieckmann, Regina Casé, Duh Marinho, Gominho, Ivete Sangalo e Ana Carolina. Também participam membros da família: Gilberto Gil, seu pai; Fran Gil, sua mãe; Flora Gil, sua irmã; e Bela Gil, sua filha. Cada um deles traz perspectivas diferentes sobre quem Preta foi.

A série percorre a vida da artista desde seu nascimento e a história por trás de seu nome, passando pelo início de sua carreira musical, pela experiência da maternidade, por sua atuação como empresária e produtora, e pela sua ligação profunda com o carnaval e com as causas que abraçou ao longo dos anos. Não é apenas um retrato de uma artista, mas um mapeamento de uma vida vivida com intensidade e propósito.

Essas produções chegam um ano após Preta Gil deixar de estar presente fisicamente, mas permitem que sua história continue sendo contada por quem realmente a conheceu. O documentário oferece o registro direto de sua voz e perspectiva durante um período crucial, enquanto a série oferece a visão daqueles que a amavam, transformando memória em narrativa compartilhada.

O filme documental nasce de um pedido da própria Preta e é construído a partir de um gesto de coragem e partilha dos amigos e familiares
— Descrição da produção
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que Preta decidiu documentar sua própria jornada com o câncer? Parece um gesto muito pessoal.

Model

Era uma forma de manter controle sobre sua própria história. Usando o celular, ela podia capturar os momentos como os vivia, sem filtros, sem a mediação de uma produção grande. Era íntimo e ao mesmo tempo um ato de generosidade — ela sabia que isso poderia significar algo para outras pessoas.

Inventor

E qual é a diferença entre o documentário e a série?

Model

O documentário é ela mesma falando, através das imagens que registrou. A série é sobre ela, contada por quem a amava. Um é a voz dela; o outro é o eco dela nas vidas das pessoas que ficaram.

Inventor

Gilberto Gil participa das duas produções. Como deve ser para um pai ver a vida de sua filha reconstruída dessa forma?

Model

Deve ser simultaneamente doloroso e reconfortante. Ele está ali não apenas como pai, mas como testemunha de uma trajetória que começou muito antes do câncer. A série permite que ele fale sobre quem ela foi em sua totalidade.

Inventor

A série tem quatro episódios. Isso é tempo suficiente para contar uma vida inteira?

Model

Não é sobre contar tudo, mas sobre os momentos que definiram quem ela era. Seu nascimento, sua carreira, sua maternidade, seu trabalho como empresária, seu amor pelo carnaval. Cada episódio é um fio dessa tapeçaria.

Inventor

Por que essas produções importam agora, um ano depois?

Model

Porque a morte não encerra a história. Essas produções permitem que Preta continue influenciando, ensinando, tocando pessoas. Ela deixa de ser apenas uma memória e se torna um legado documentado, compartilhado.

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