Detectamos esses alunos dormindo na carteira
Uma estudante distribuiu remédio tarja preta aos colegas, alegando ser para dor de cabeça e cólica, causando intoxicação. A adolescente obteve o medicamento do padrasto, citando problemas familiares como motivação para o consumo.
- Cinco alunos da Escola Estadual Anésio Leão em Campina Grande foram encontrados desacordados
- Uma colega ofereceu medicamento tarja preta, alegando ser para dor de cabeça e cólica
- A adolescente obteve o remédio do padrasto, citando problemas familiares
- Samu e Conselho Tutelar foram acionados pela direção da escola
Cinco alunos da Escola Estadual Anésio Leão em Campina Grande foram encontrados desacordados após consumirem medicamento sedativo oferecido por colega de classe.
Na manhã de um dia comum na Escola Estadual Anésio Leão, no bairro da Palmeira em Campina Grande, cinco alunos começaram a passar mal. Foram encontrados desacordados sobre as carteiras — dormindo de forma anormal, profunda, impossível de despertar. O que havia acontecido era simples e terrível: eles haviam tomado um medicamento tarja preta, aquele tipo de droga controlada que o corpo não consegue processar sem consequências graves.
A diretora da escola, Maria Elza Moreira, foi quem descobriu. Em entrevista a uma emissora de rádio local, ela explicou como tudo começou: uma colega de classe havia oferecido o remédio aos cinco estudantes. A menina que distribuiu a medicação disse aos colegas que era para dor de cabeça e cólica — uma mentira simples, o tipo que funciona quando ninguém sabe o que está realmente acontecendo.
O medicamento não era dela. A adolescente havia pedido ao padrasto, explicando que enfrentava problemas familiares e precisava de algo para lidar com isso. Em vez de receber ajuda adequada, ela recebeu uma caixa de comprimidos sedativos. E então, talvez sem entender completamente o que fazia, ofereceu aos colegas na escola.
María Elza Moreira agiu rápido quando percebeu a situação. "Detectamos esses alunos dormindo na carteira. Convidei o Samu e entramos em contato com o Conselho Tutelar", disse ela. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado para levar os cinco estudantes intoxicados. O Conselho Tutelar foi notificado para investigar as circunstâncias — a menina que distribuiu o medicamento, a família dela, como uma droga controlada chegou às mãos de uma criança.
O que começou como um dia normal em uma escola pública se transformou em uma crise de saúde pública dentro de uma sala de aula. Cinco famílias receberam ligações de emergência. Cinco adolescentes acordaram em uma unidade de saúde, sem entender completamente o que havia acontecido. E uma menina, enfrentando problemas que ninguém havia resolvido adequadamente, se viu no centro de uma investigação.
Citas Notables
Detectamos esses alunos dormindo na carteira. Convidei o Samu e entramos em contato com o Conselho Tutelar— Maria Elza Moreira, diretora da Escola Estadual Anésio Leão
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Como uma adolescente consegue acesso a medicamento tarja preta em casa?
O padrasto dela tinha a medicação. Ela pediu, explicando que tinha problemas familiares. Ninguém questionou. Ninguém ofereceu alternativa.
E ela simplesmente ofereceu aos colegas sem pensar nas consequências?
Disse que era para dor de cabeça e cólica. Talvez acreditasse nisso. Talvez estivesse testando algo que a ajudava, querendo compartilhar. Não sabemos.
Qual é o risco real de um medicamento sedativo para adolescentes?
Depressão respiratória, overdose, morte. Cinco alunos desacordados em carteiras é sorte — podia ter sido pior.
A escola tinha alguma forma de prevenir isso?
Não havia sistema. A diretora descobriu porque viu alunos dormindo. Depois acionou o Samu. Reativo, não preventivo.
O que acontece agora com a menina que distribuiu?
Conselho Tutelar investiga. Ela é vítima também — adolescente com problemas familiares que ninguém ajudou.