Campanha de vacinação contra gripe no SUS começa com grupos prioritários

O vírus muta, então a vacina muda também, todos os anos
Explicação sobre por que a vacinação contra gripe precisa ser repetida anualmente.

A cada outono, o vírus influenza retorna transformado, exigindo que a sociedade renove seu pacto coletivo com a prevenção. O SUS abriu, no último sábado de março, mais uma rodada dessa renovação — uma campanha que se estende até o fim de maio e que, diante do aumento de casos graves em todas as regiões do país, chega carregada de urgência. Grupos vulneráveis são chamados primeiro, mas a lógica por trás do gesto é antiga e universal: proteger os mais frágeis é proteger a todos.

  • Todas as regiões do Brasil registraram alta nos casos de síndrome respiratória aguda grave nas seis semanas anteriores ao início da campanha, com internações por influenza A puxando os números para cima.
  • O SUS abriu a vacinação em 28 de março priorizando crianças de seis meses a cinco anos, gestantes, idosos e profissionais de saúde — os grupos com maior risco de complicações.
  • São Paulo foi além e ampliou a lista para incluir caminhoneiros, professores, policiais, pessoas em situação de rua, detentos e jovens em medidas socioeducativas, reconhecendo vulnerabilidades que vão além da biologia.
  • As doses já chegaram ao Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste; a região Norte aguarda o segundo semestre, respeitando o ritmo diferente de circulação do vírus naquela área.
  • A vacina custa cerca de noventa e nove reais na rede privada, mas a campanha pública segue gratuita — e a necessidade de repetir o ato todo ano persiste porque o vírus muda, e a proteção, especialmente em idosos, se dissolve com o tempo.

O SUS deu início, no sábado 28 de março, à sua campanha anual de vacinação contra a gripe, com atendimento voltado inicialmente aos grupos mais vulneráveis. A mobilização segue até 30 de maio e chega em meio a um cenário preocupante: o boletim InfoGripe da Fiocruz apontou crescimento nos casos de síndrome respiratória aguda grave em todas as regiões do país nas seis semanas anteriores, impulsionado sobretudo por internações por influenza A.

Os quatro públicos prioritários definidos nacionalmente são crianças entre seis meses e cinco anos, gestantes, idosos e profissionais de saúde. São Paulo, porém, optou por uma lista consideravelmente mais ampla, incorporando povos indígenas e quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da educação, policiais, bombeiros, agentes de trânsito, caminhoneiros, motoristas de ônibus, funcionários dos Correios, trabalhadores portuários, detentos, servidores do sistema prisional e adolescentes em medidas socioeducativas, além de pessoas com doenças crônicas como diabetes, hipertensão e câncer.

As doses já foram distribuídas para as regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. A região Norte receberá sua campanha no segundo semestre, em razão do padrão distinto de circulação do vírus naquela área. Para quem preferir a rede privada, o imunizante está disponível por cerca de noventa e nove reais.

A vacinação anual é necessária porque o vírus influenza sofre mutações constantes, obrigando a reformulação da vacina a cada ciclo. Soma-se a isso o fato de que a proteção conferida pelo imunizante diminui ao longo do tempo — fenômeno especialmente pronunciado em idosos —, tornando a dose anual uma recomendação médica permanente, não uma opção.

O Sistema Único de Saúde iniciou no sábado passado sua campanha anual contra a gripe, abrindo as portas das unidades de saúde para os grupos considerados mais vulneráveis à doença. A mobilização segue até o final de maio e chega em um momento em que os números de casos graves preocupam as autoridades sanitárias em todo o país.

A vacinação começou focada em quatro públicos principais: crianças entre seis meses e cinco anos, mulheres grávidas, idosos e profissionais que trabalham na saúde. Mas o alcance varia conforme o estado. São Paulo, por exemplo, decidiu ampliar significativamente a lista de quem pode se imunizar, incluindo povos indígenas e quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da educação em todos os níveis, policiais militares e civis, guardas municipais, bombeiros, agentes de trânsito, militares, caminhoneiros, motoristas de ônibus, servidores dos Correios, trabalhadores portuários, pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional, além de adolescentes e jovens entre doze e vinte e um anos em cumprimento de medida socioeducativa. Também incluiu pessoas com deficiências e doenças crônicas como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e câncer.

A urgência da campanha reflete dados recentes. Segundo o boletim InfoGripe divulgado pela Fiocruz na quinta-feira anterior ao início da vacinação, todas as regiões do país registraram aumento nos casos de síndrome respiratória aguda grave nas seis semanas anteriores. O crescimento das formas mais sérias da doença está sendo impulsionado principalmente pelo aumento de internações por influenza A.

As doses já foram distribuídas para as regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. A região Norte receberá sua campanha no segundo semestre do ano, devido às características diferentes da circulação do vírus naquela área. Quem preferir se vacinar pela rede privada encontrará o imunizante por volta de noventa e nove reais.

A necessidade de revacinar anualmente contra a gripe existe porque o vírus influenza muda constantemente. A cada ano, a fórmula da vacina é reformulada para proteger contra as variantes que mais circulam naquele período. Além disso, a proteção oferecida pela vacina diminui com o tempo, especialmente em pessoas idosas, tornando a dose anual uma recomendação médica permanente.

O vírus influenza sofre mutações frequentes, e por isso a vacina é atualizada todos os anos
— Ministério da Saúde
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que a campanha começou justamente agora, em março?

Model

Os dados de circulação do vírus mostram que os casos estão crescendo. A Fiocruz registrou aumento em todas as regiões nas últimas semanas, então o timing faz sentido — é antecipar o pico.

Inventor

E por que São Paulo expandiu tanto a lista de quem pode se vacinar?

Model

Provavelmente porque reconheceu que grupos como trabalhadores de educação, transporte e segurança têm contato constante com muitas pessoas. Quanto mais gente circulando com proteção, menor a transmissão geral.

Inventor

A vacina é diferente a cada ano?

Model

Completamente. O vírus muta, então os laboratórios reformulam a fórmula anualmente para acompanhar as cepas que estão circulando. É por isso que você não fica protegido para sempre.

Inventor

E a proteção realmente cai com o tempo?

Model

Sim, especialmente em idosos. A imunidade que a vacina oferece diminui ao longo dos meses, então a dose anual não é só recomendação — é necessidade biológica.

Inventor

Quanto custa para quem não usa o SUS?

Model

Na rede privada sai por volta de noventa e nove reais. Mas no SUS é gratuito para os grupos prioritários.

Quer a matéria completa? Leia o original em Diaro Da Manha ↗
Fale Conosco FAQ