Campanha de vacinação contra Brucelose em SP encerra em 30 de junho

Apenas veterinários cadastrados podem aplicar a vacina viva
A brucelose exige profissionais treinados para proteger tanto os animais quanto quem manipula o imunizante.

No ciclo contínuo de proteção dos rebanhos, São Paulo encerra em 30 de junho a primeira fase de sua campanha obrigatória contra a brucelose, doença que ameaça tanto a saúde animal quanto a humana. A partir de 1º de julho, uma nova etapa se estende até o fim do ano, exigindo que bezerras bovinas e bubalinas entre três e oito meses sejam imunizadas por veterinários cadastrados. O Estado inova ao substituir a marcação a fogo por bottons coloridos — uma mudança que revela como o cuidado com o bem-estar animal e a eficiência produtiva podem caminhar juntos, ainda que dentro de fronteiras geográficas bem definidas.

  • O prazo de 30 de junho pressiona produtores e veterinários a concluírem a primeira fase antes que o período de regularização se encerre.
  • A obrigatoriedade da vacinação por profissional cadastrado cria um gargalo logístico em regiões com poucos veterinários habilitados disponíveis.
  • Divergências entre animais vacinados e o saldo declarado no sistema GEDAVE geram notificações automáticas que podem travar a validação da imunização.
  • A inovação dos bottons coloridos — amarelo para B19, azul para RB51 — elimina a marcação a fogo, mas impõe uma restrição: animais assim identificados ficam proibidos de transitar para outros estados.
  • A Defesa Agropecuária disponibiliza listas regionais de veterinários credenciados para ampliar o alcance da campanha nos seis meses de cada fase.

São Paulo encerra no dia 30 de junho a primeira fase de sua campanha anual de vacinação obrigatória contra a brucelose. Na sequência, uma nova etapa tem início em 1º de julho e se estende até 31 de dezembro, com foco na imunização de bezerras bovinas e bubalinas entre três e oito meses de idade.

Por se tratar de uma vacina viva com risco de infecção para quem a manipula, apenas médicos-veterinários cadastrados junto à Defesa Agropecuária — vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado — estão autorizados a aplicá-la. Após cada aplicação, o profissional tem até quatro dias para registrar o atestado no sistema GEDAVE. Quando os números de animais vacinados não coincidem com o saldo declarado pelo produtor, ambos recebem notificação por e-mail com as pendências a regularizar.

Esta campanha traz uma mudança relevante: o Ministério da Agricultura aprovou, pela primeira vez no país, um modelo alternativo de identificação que substitui a marcação a fogo. Bottons coloridos passam a identificar o tipo de vacina — amarelo para a B19 e azul para a RB51 —, beneficiando o bem-estar animal e a segurança durante o manejo. A limitação é geográfica: a marcação por botton é válida apenas em São Paulo, e animais assim identificados não podem circular para outros estados. Em caso de perda ou dano do botton, o animal deve ser revacinado; se o botton não puder ser adquirido, aplicam-se as normas do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose.

Para facilitar o acesso dos produtores, a Defesa Agropecuária disponibiliza listas de veterinários credenciados por município, buscando garantir cobertura vacinal ampla ao longo dos seis meses de cada fase da campanha.

A campanha de vacinação contra brucelose em São Paulo chega ao fim no dia 30 de junho, marcando o encerramento da primeira etapa de imunização obrigatória do ano. A partir de 1º de julho, uma nova fase se inicia e segue até 31 de dezembro, focando na proteção de bezerras bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses.

A Defesa Agropecuária, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, coordena o programa que exige rigor em sua execução. Como se trata de uma vacina viva com potencial de infecção para quem a manipula, apenas médicos-veterinários devidamente cadastrados podem aplicá-la. Esses profissionais não apenas garantem a correta administração do imunizante como também emitem o atestado de vacinação ao produtor, documento essencial para a regularização junto aos órgãos de controle.

O registro da vacinação ocorre através do sistema informatizado GEDAVE, que centraliza a gestão de defesa animal e vegetal. O médico-veterinário responsável tem até quatro dias após a aplicação para cadastrar o atestado dentro do período correspondente à campanha. Quando há divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema, tanto o veterinário quanto o proprietário recebem notificação por correio eletrônico com as pendências que precisam ser regularizadas antes da validação final da imunização.

Uma mudança significativa marca esta campanha: a introdução de um modelo alternativo de identificação aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, o primeiro do país nessa categoria. Em lugar da tradicional marcação a fogo, utilizam-se bottons coloridos que identificam o tipo de vacina aplicada. O botton amarelo marca os animais vacinados com a vacina B19, enquanto o azul identifica as fêmeas vacinadas com a RB 51. Essa inovação traz benefícios tanto para o bem-estar animal quanto para a produtividade e qualidade do manejo, além de aumentar a segurança tanto do produtor quanto do veterinário durante a aplicação.

O sistema de identificação por bottons, porém, possui uma limitação geográfica importante. A marcação alternativa é válida apenas dentro do Estado de São Paulo. Animais identificados dessa forma não podem transitar para outros estados da federação, mantendo-se restrita a sua circulação ao território paulista. Caso o botton seja perdido, danificado ou sofra qualquer alteração que prejudique sua identificação, o animal deve receber uma nova aplicação, realizada pelo médico-veterinário responsável ou pela própria Defesa Agropecuária. Se houver impossibilidade de aquisição do botton, o animal segue as normativas vigentes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose.

A Defesa Agropecuária disponibiliza a relação de médicos-veterinários cadastrados em diversos municípios do Estado de São Paulo para que produtores localizem profissionais habilitados em suas regiões. Essa estrutura descentralizada busca facilitar o acesso ao serviço e garantir que a campanha atinja seus objetivos de cobertura vacinal durante os seis meses de vigência de cada fase.

A vacina é viva e passível de infecção para quem a manipula, por isso deve ser aplicada por médico-veterinário cadastrado
— Defesa Agropecuária de São Paulo
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Por que a brucelose ainda exige campanhas obrigatórias de vacinação em 2026?

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A brucelose é uma doença que causa perdas reprodutivas significativas em rebanhos bovinos e bubalinos. Sem a vacinação sistemática, a doença se dissemina rapidamente entre os animais, comprometendo a produtividade e a viabilidade econômica das propriedades.

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E por que apenas médicos-veterinários podem aplicar a vacina?

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Porque a vacina é viva e pode infectar quem a manipula. O risco ocupacional é real. O veterinário cadastrado tem treinamento para aplicar com segurança e sabe como se proteger durante o procedimento.

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Esse novo sistema de bottons coloridos em vez de marcação a fogo — é realmente uma melhoria ou apenas uma mudança burocrática?

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É uma melhoria genuína. A marcação a fogo causa sofrimento animal desnecessário e deixa cicatrizes que afetam a qualidade do couro. Os bottons causam menos estresse, o animal se recupera mais rápido e o produtor fica mais seguro durante a aplicação. Mas tem um preço: só funciona em São Paulo.

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Por que essa restrição geográfica?

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Porque outros estados ainda usam o sistema tradicional de marcação. Se um animal com botton sair de São Paulo, os criadores em outros estados não reconhecem a identificação e não conseguem comprovar a vacinação. É uma questão de padronização nacional que ainda não foi resolvida.

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E se um produtor perder o botton de um animal?

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Ele precisa solicitar uma nova aplicação. Não é complicado, mas exige contato com o veterinário ou com a Defesa Agropecuária. Se não conseguir o botton por algum motivo, volta ao sistema antigo de marcação.

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Qual é o verdadeiro desafio para o produtor nessa campanha?

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Manter o registro correto no sistema GEDAVE. Se houver discrepância entre quantos animais foram vacinados e quantos o produtor declarou ter, surge uma pendência que precisa ser resolvida. É administrativo, mas é crítico para validar a imunização.

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