Caixa libera novo lote de valores do antigo PIS/Pasep; saiba como sacar

Dinheiro esquecido há décadas agora pode ser resgatado antes que desapareça
Valores do antigo PIS/Pasep estão sendo liberados, mas o prazo para solicitar encerra em setembro de 2028.

Há dinheiro esquecido esperando por milhões de brasileiros que trabalharam entre 1971 e 1988 — uma herança silenciosa de fundos criados para proteger trabalhadores numa época distante, agora prestes a ser absorvida pelo Estado caso seus donos não se manifestem. A Caixa Econômica Federal liberou nesta semana um novo lote de ressarcimento do PIS/Pasep, com valores médios entre R$ 2,8 mil e R$ 2,9 mil, lembrando que o tempo para resgatar esse patrimônio não é infinito: o prazo encerra em setembro de 2028.

  • Milhões de trabalhadores e servidores públicos podem ter cotas esquecidas de fundos extintos há décadas sem sequer saber que esse dinheiro existe.
  • A janela para resgatar esses valores se fecha em setembro de 2028 — após essa data, o dinheiro vai definitivamente para o Tesouro Nacional e não pode mais ser sacado.
  • A Caixa liberou nesta quinta-feira um novo lote para quem solicitou o ressarcimento até 31 de maio, com pagamentos seguindo um calendário mensal até janeiro de 2027.
  • A consulta pode ser feita online pelo portal Repis Cidadão com login Gov.br, pelo aplicativo do FGTS ou presencialmente em agências da Caixa — o processo é acessível, mas exige iniciativa do próprio trabalhador ou de seus herdeiros.

A Caixa Econômica Federal começou a liberar nesta quinta-feira um novo lote de valores esquecidos do antigo PIS/Pasep — fundos criados nos anos 1970 para complementar a renda de trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos. Quem atuou nessa condição entre 1971 e 1988 pode ter cotas à espera de resgate, com valores médios entre R$ 2,8 mil e R$ 2,9 mil, calculados com base no tempo de trabalho e no salário da época. O fundo foi extinto em 2020, e os saldos não sacados foram transferidos ao FGTS e, posteriormente, ao Tesouro Nacional.

Nesta rodada, recebem os trabalhadores que solicitaram o ressarcimento até 31 de maio. O calendário segue mensalmente: pedidos feitos até 30 de junho são pagos em 27 de julho, e assim por diante até dezembro de 2026, com os últimos processados em janeiro de 2027. Para consultar se há dinheiro disponível, basta acessar o portal Repis Cidadão com conta Gov.br nos níveis prata ou ouro, ou usar o aplicativo do FGTS. O pagamento é feito por crédito em conta bancária — quem não tiver conta na Caixa recebe automaticamente uma poupança social digital, movimentável pelo Caixa Tem.

Herdeiros e dependentes legais também têm direito ao resgate, mediante apresentação de documentos que comprovem o vínculo com o titular falecido. O prazo para fazer o pedido vai até setembro de 2028 — depois disso, os valores são incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional, sem qualquer possibilidade de saque. A Caixa orienta que todos verifiquem o quanto antes se têm valores disponíveis, pelo site caixa.gov.br ou pelos canais de atendimento.

A Caixa Econômica Federal começou a liberar nesta quinta-feira um novo lote de dinheiro esquecido. Trata-se de cotas do antigo Programa de Integração Social e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público — o PIS e o Pasep — fundos criados na década de 1970 para complementar a renda de trabalhadores e servidores públicos. Quem trabalhou com carteira assinada ou como servidor entre 1971 e 1988 pode estar com valores à espera de resgate.

Nesta rodada, recebem quem pediu o ressarcimento até 31 de maio. Os valores médios giram em torno de R$ 2,8 mil a R$ 2,9 mil, dependendo do tempo de trabalho e do salário que a pessoa recebia na época. É importante notar que isso não tem nada a ver com o abono salarial do PIS que é pago anualmente hoje — trata-se de um fundo antigo, extinto em 2020, cujos valores não sacados foram transferidos primeiro para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e depois para o Tesouro Nacional.

Para saber se há dinheiro disponível, o caminho é acessar o portal Repis Cidadão com uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro. O processo é simples: faz-se login com CPF e senha, informa-se o número do PIS/Pasep ou NIS se solicitado, clica-se em pesquisar, e o sistema indica se há valores e como proceder. Também é possível consultar pelo aplicativo do FGTS. Quem preferir pode fazer a consulta pessoalmente em uma agência da Caixa.

O pedido de pagamento pode ser feito de duas maneiras: pelo aplicativo FGTS, acessando a opção "Mais", clicando em "Ressarcimento PIS/Pasep" e enviando os documentos necessários, ou presencialmente em uma agência da Caixa levando um documento oficial com foto. O dinheiro é creditado na conta bancária. Quem não tiver conta na Caixa recebe automaticamente uma poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Herdeiros e dependentes legais também têm direito ao resgate, desde que apresentem documento de identificação, certidão de dependentes ou autorização judicial, e um documento que comprove o vínculo com o titular falecido. O calendário de pagamento segue a data em que o pedido foi feito: quem solicitou até 31 de maio recebe em 24 de junho; quem pedir até 30 de junho recebe em 27 de julho; até 31 de julho recebe em 25 de agosto; e assim sucessivamente até dezembro de 2026, com os últimos pedidos sendo processados em janeiro de 2027.

O prazo para fazer o pedido é até setembro de 2028. Depois dessa data, os valores serão incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque. A orientação da Caixa é verificar quanto antes se há dinheiro disponível para não perder o prazo. Quem tiver dúvidas pode ligar para 0800-726-0207, acessar o SAC pelo 0800-726-0101, a Ouvidoria pelo 0800-725-7474, ou consultar o site caixa.gov.br.

O benefício não tem relação com o abono salarial atual do PIS/Pasep, pago anualmente. Trata-se de cotas de um fundo antigo, extinto em 2020.
— Caixa Econômica Federal
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
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Por que esse dinheiro ficou esquecido por tanto tempo?

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O fundo foi criado nos anos 1970 e funcionou até 1988, quando foi substituído pelo modelo atual de abono salarial. Muitas pessoas nunca sacaram suas cotas, e quando o fundo foi extinto em 2020, esses valores foram transferidos para o FGTS e depois para o Tesouro. Agora o governo está permitindo o resgate mediante pedido.

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Quanto tempo leva para receber o dinheiro depois de pedir?

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Depende de quando você faz o pedido. Se pediu até 31 de maio, recebe em 24 de junho. Cada mês tem uma data de corte e uma data de pagamento correspondente. O sistema funciona em lotes.

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E se a pessoa já faleceu? A família consegue sacar?

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Sim, herdeiros e dependentes legais podem solicitar, mas precisam apresentar documentos que comprovem o vínculo com o titular e autorização judicial ou certidão de dependentes.

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Qual é o risco de não fazer o pedido logo?

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O prazo final é setembro de 2028. Depois disso, o dinheiro é incorporado definitivamente ao Tesouro e não há mais possibilidade de saque. É um prazo que parece distante, mas muitas pessoas podem não saber que têm direito.

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Como alguém descobre se tem dinheiro esperando?

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Acessa o portal Repis Cidadão com a conta Gov.br, informa o PIS/Pasep ou NIS, e o sistema diz se há valores. É rápido e pode ser feito de casa pelo computador ou pelo aplicativo do FGTS.

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