Nos mercados internacionais de café, o alívio técnico desta quarta-feira encontrou respaldo em algo mais antigo e persistente: a vulnerabilidade das colheitas diante do clima. Com 20% da safra brasileira ainda no campo e o El Niño projetado até fevereiro de 2027, os preços do arábica em Nova Iorque e do robusta em Londres subiram não apenas por recomposição de posições, mas como reflexo de uma incerteza que o mercado aprendeu a precificar. Estoques certificados em mínimas históricas lembram que, quando a oferta é escassa, cada chuva fora de hora tem peso de notícia.