O café arábica alcançou sua cotação mais alta em mais de seis meses na Bolsa de Nova Iorque, impulsionado por uma convergência de forças que comprimem a oferta global: a colheita brasileira avança em ritmo mais lento que o habitual, os estoques da ICE encolheram a mínimas de quase três anos, e um terremoto na Colômbia interrompeu parcialmente as exportações de um dos maiores produtores mundiais. O mercado vive, assim, a tensão clássica entre a escassez do presente e a promessa de abundância futura — pois as projeções do USDA apontam para uma safra global recorde em 2026/27.