Bruno levanta possibilidade de Bruninho ser filho de outro jogador de futebol

Bruninho sofreu separação da mãe e danos morais documentados, deixando marcas que permanecem até hoje.
Independente da paternidade, o dano deve ser reparado
Advogada da criança mantém que indenização é devida pelo sofrimento causado, seja qual for o resultado do DNA.

Bruno Fernandes sugere que Elisa Samudio tinha relacionamento com outro atleta que jogava no Corinthians e depois no Atlético Mineiro, citando boatos do meio futebolístico. Advogado de Bruno menciona foto do Bruninho com semelhança física intensa a outro jogador, levantando dúvidas sobre paternidade presumida há 12 anos.

  • Bruno Fernandes pediu teste de DNA à Justiça de Mato Grosso do Sul
  • Boatos apontam possível jogador do Corinthians e depois Atlético Mineiro como pai biológico
  • Bruninho sofreu separação da mãe há 12 anos, com danos morais documentados
  • Advogado menciona foto com semelhança física intensa entre Bruninho e outro jogador

O goleiro Bruno Fernandes levanta a possibilidade de Bruninho, filho de Elisa Samudio, ser filho de outro jogador de futebol, após solicitar teste de DNA à Justiça. Advogada da família afirma que indenização deve ser feita independentemente da paternidade.

O goleiro Bruno Fernandes pediu um teste de DNA à Justiça de Mato Grosso do Sul, e com esse requerimento ressurgiram boatos antigos sobre quem seria realmente o pai de Bruninho, o filho de Elisa Samudio. A possibilidade que circula agora é a de que a criança possa ser filho de outro jogador de futebol, não de Bruno.

Essa hipótese não é nova. Desde o início do caso, investigadores ouviram relatos de que Elisa tinha contato frequente com atletas e era chamada pejorativamente de "maria-chuteira" por alguns. Um jogador do Flamengo chegou a mencionar uma festa com vários atletas e mulheres, incluindo Elisa. Em 2013, alguns nomes de possíveis jogadores foram levantados, mas nenhum foi confirmado na época.

Em entrevista exclusiva a O Tempo, Bruno Fernandes falou sobre isso sem citar nomes específicos. Ele disse ter ouvido boatos de que Elisa tinha um caso com um atleta que jogava no Corinthians na época do julgamento e que depois atuou no Atlético Mineiro. Segundo Bruno, o nome desse jogador foi "abafado" para preservar sua imagem. Ele explicou que soube disso por amigos em comum e por pessoas do mundo do futebol que o alertaram. "Como não existe o DNA e foi de forma presumida, eu quero sim esclarecer essa dúvida", declarou o goleiro.

Lúcio Adolfo, advogado que também defendia Bruno Fernandes, reforçou essa possibilidade. Ele mencionou que na época não acharam necessário fazer um teste de DNA contestando a paternidade nas questões penais, e que Bruno se recusou a fazer o exame naquela esfera. Adolfo citou uma foto em que Bruninho aparecia ao lado de outro jogador com "uma semelhança física muito intensa". O advogado também ressaltou que Elisa tinha muito contato com jogadores, algo amplamente documentado no processo. Se o DNA não confirmar Bruno como pai, a avó de Bruninho poderia acionar a Justiça contra outras pessoas. Adolfo entende que um resultado negativo significaria a "lavagem da alma de Bruno", já que ele pagou valores significativos em indenizações que poderiam ser consideradas injustas.

A advogada Maria Lúcia Gomes, que defende a família de Bruninho, respondeu afirmando que todos têm direito de postular em juízo, mas que cabe aos advogados analisar se esse direito não está precluso ou já foi julgado. Ela enfatizou que o processo atual não discute paternidade, mas sim indenização por danos materiais e morais causados à criança. "Esse dano requerido está configurado em provas documentais e inquestionáveis", disse. A advogada mantém que independentemente de quem seja o pai biológico, Bruninho sofreu na alma com a separação da mãe e essas marcas permanecerão para sempre. "Esse dano cometido por quem quer que seja a outrem deve ser reparado", afirmou.

Como não existe o DNA e foi de forma presumida, eu quero sim esclarecer essa dúvida
— Bruno Fernandes, goleiro
Independente da paternidade do autor da ação, o Bruninho sofreu na alma e de perto a separação da mãe. Esse dano cometido por quem quer que seja a outrem deve ser reparado
— Maria Lúcia Gomes, advogada da família de Bruninho
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que Bruno Fernandes está levantando essa possibilidade agora, depois de tanto tempo?

Model

Porque ele pediu um teste de DNA à Justiça. Se o resultado disser que ele não é o pai, ele quer estar preparado com essa narrativa alternativa. É uma forma de se proteger.

Inventor

Mas ele tem provas de que Elisa estava com outro jogador?

Model

Não. Ele ouviu boatos de pessoas do futebol. Menciona uma foto com semelhança física, mas nada concreto. É tudo baseado em rumores e no que circulava no meio.

Inventor

E se o DNA confirmar que Bruno é o pai?

Model

Então essa história toda desaparece. Bruno continua devendo as indenizações e a questão fica encerrada.

Inventor

A advogada da criança parece não se importar com a paternidade biológica.

Model

Exatamente. Para ela, o que importa é que Bruninho sofreu danos reais — perdeu a mãe, sofreu moralmente. Quem causou isso precisa reparar, seja Bruno ou outro.

Inventor

Mas se for outro jogador, como a família vai cobrar dele agora?

Model

Fica complicado. Depois de 12 anos culpando Bruno, culpar outro jogador fica fragilizado. Mas a advogada diz que a família teria que procurar quem pode ser o pai e acioná-lo.

Inventor

Isso muda alguma coisa para Bruninho?

Model

Não muda o sofrimento que ele já viveu. As marcas já estão lá. O que muda é quem paga pela reparação.

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