Uma das maiores petroquímicas do mundo chega ao limite de um prazo que ela mesma ajudou a construir: a Braskem, com US$ 10,3 bilhões em dívidas, prepara-se para pedir formalmente uma recuperação extrajudicial antes que o congelamento judicial de 60 dias sobre seus credores expire em 24 de agosto. O mecanismo escolhido revela a lógica do tempo — negociar em vez de litigar, ganhar espaço em vez de perder ativos. É o momento em que uma corporação gigante tenta convencer seus credores de que a paciência vale mais do que a execução.