Brasileira é flagrada em vídeo invadindo Capitólio durante protesto de Trump

Letícia Vilhena Ferreira foi presa e enfrenta acusações criminais federais nos Estados Unidos por sua participação na invasão.
Acompanhou a multidão para dentro do edifício, permanecendo lá por cerca de vinte minutos
Letícia Vilhena Ferreira descreveu aos investigadores como participou da invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

Câmeras de segurança flagraram Letícia invadindo o Capitólio com gorro vermelho escrito 'Trump' durante protesto de apoiadores do ex-presidente. A brasileira voou de Illinois para Washington sozinha, participou de evento pró-Trump e acompanhou multidão que invadiu o prédio do Congresso americano.

  • Letícia Vilhena Ferreira, brasileira, foi presa em fevereiro de 2022 em Illinois
  • Voou de Illinois para Washington em 5 de janeiro de 2021, retornando em 7 de janeiro
  • Câmeras de segurança a flagraram invadindo o Capitólio com gorro vermelho escrito 'Trump'
  • Enfrenta duas acusações federais: entrada em edifício restrito e conduta desordeira

Letícia Vilhena Ferreira, brasileira, foi presa por participar da invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, sendo acusada de entrar em edifício restrito e conduta desordeira.

No dia 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores do ex-presidente Donald Trump invadiram o Capitólio em Washington, uma brasileira estava entre eles. Letícia Vilhena Ferreira, que havia voado sozinha de Illinois para a capital americana no dia anterior, participava de um comício pró-Trump quando a multidão começou a se deslocar em direção ao prédio do Congresso. Ela acompanhou a multidão para dentro do edifício, permanecendo lá por cerca de vinte minutos, segundo seu próprio relato aos investigadores. Tudo foi registrado pelas câmeras de segurança do local: Letícia aparece usando um gorro vermelho com a inscrição "Trump", filmando o interior do prédio enquanto avançava.

Meses depois, em fevereiro de 2022, Letícia foi presa no estado de Illinois. As imagens que a flagraram durante a invasão foram reunidas e divulgadas pela ProPublica, uma organização norte-americana especializada em jornalismo investigativo, ajudando as autoridades a identificar os participantes do episódio. O FBI vinha trabalhando sistematicamente para localizar e processar todos os envolvidos na invasão, que ocorreu após Trump perder a eleição presidencial para Joe Biden.

A brasileira agora enfrenta duas acusações federais. A primeira é por ter entrado em um edifício restrito sem autorização. A segunda é por envolvimento em conduta desordeira que perturbou o funcionamento das operações oficiais do governo. Segundo seu relato, ela simplesmente seguiu a multidão quando as pessoas começaram a marchar em direção ao Capitólio, sem ter planejado previamente participar de uma invasão. Ela retornou a Illinois dois dias após o incidente, no dia 7 de janeiro.

O caso de Letícia integra uma investigação muito mais ampla. Desde o dia da invasão, autoridades americanas vêm identificando e processando centenas de pessoas que participaram do episódio. A brasileira é um dos muitos cidadãos estrangeiros que se viu envolvido em um evento que marcou profundamente a política americana e resultou em consequências legais duradouras para os participantes. Ela aguarda julgamento nos Estados Unidos pelas acusações que enfrenta.

Muitas pessoas começaram a marchar em direção ao Capitólio. Letícia Ferreira teria acompanhado a multidão, inclusive para dentro do prédio.
— Relato de Letícia Vilhena Ferreira aos investigadores
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Como uma brasileira acabou participando de um evento tão politicamente carregado nos Estados Unidos?

Model

Ela estava em Washington para um comício pró-Trump. Quando a multidão começou a se deslocar em direção ao Capitólio, ela simplesmente acompanhou — segundo seu relato, sem ter planejado invadir nada.

Inventor

Mas ela sabia que estava entrando em um prédio restrito?

Model

As câmeras a mostram filmando o interior enquanto avançava. Se ela não sabia, as imagens sugerem que estava documentando algo que percebia como significativo.

Inventor

Quanto tempo ela passou lá dentro?

Model

Cerca de vinte minutos. Tempo suficiente para ser registrada pelas câmeras de segurança, tempo suficiente para ser acusada de dois crimes federais.

Inventor

Qual é a diferença entre estar em uma multidão e ser criminalmente responsável?

Model

Legalmente, a lei não faz essa distinção tão clara quanto gostaríamos. Ela entrou em um edifício restrito. Ela perturbou operações oficiais. Essas são as acusações.

Inventor

E agora?

Model

Ela aguarda julgamento nos Estados Unidos. O FBI identificou centenas de pessoas daquele dia. Letícia é uma delas.

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