A seleção respirou fundo e conseguiu o que precisava
Em Houston, na tarde de uma segunda-feira de junho, o Brasil encontrou no futebol aquilo que o futebol frequentemente exige: paciência diante da adversidade e fé na virada. A seleção verde-amarela sofreu o gol japonês, resistiu à retranca, e só encontrou seu caminho quando Ancelotti ousou mudar — e Casemiro e Martinelli responderam com gols que valem uma passagem às oitavas da Copa do Mundo de 2026. É o tipo de vitória que não emociona pela beleza, mas que carrega o peso necessário de quem ainda quer chegar longe.
- O Japão abriu o placar com Sano no primeiro tempo e a retranca adversária sufocou qualquer tentativa brasileira de reagir antes do intervalo.
- Matheus Cunha foi o único a inquietar o goleiro Suzuki, com dois chutes perigosos que não resultaram em gol — a frustração tomava conta das arquibancadas.
- Ancelotti agiu no intervalo, sacando Paquetá e lançando Endrick, e a seleção passou a pressionar com mais intensidade e organização.
- Casemiro cabeceou para empatar e reacendeu a esperança; nos acréscimos, Martinelli completou a virada e garantiu a classificação.
- O Brasil enfrenta o vencedor de Noruega x Costa do Marfim nas oitavas, no domingo (5), às 17h, em Nova Jersey — com uma semana para corrigir as fragilidades expostas.
A seleção brasileira garantiu sua vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026 com uma virada sobre o Japão por 2 a 1, em Houston. O jogo foi difícil desde o início: os japoneses abriram o placar com Sano e se fecharam em uma retranca eficiente que deixou o time de Ancelotti sem respostas durante boa parte do primeiro tempo. Matheus Cunha foi o mais ativo pelo Brasil, com dois chutes que exigiram boas defesas do goleiro Suzuki, mas o placar não se movia.
O intervalo trouxe a mudança necessária. Ancelotti tirou Lucas Paquetá e colocou Endrick, e a seleção passou a pressionar com mais intensidade. Casemiro apareceu na área para cabecear o empate, devolvendo o Brasil ao jogo. A partir daí, o time cresceu e o Japão recuou ainda mais.
Nos acréscimos, Gabriel Martinelli — que havia entrado no lugar de Cunha aos 20 minutos do segundo tempo — marcou o gol da virada e selou a classificação. Douglas Santos fez uma partida segura na lateral esquerda, com o Japão oferecendo pouco perigo por seu setor. A vitória não foi bonita, mas foi suficiente. O próximo desafio vem no domingo, dia 5, em Nova Jersey, contra o vencedor de Noruega x Costa do Marfim — e a seleção terá uma semana para se preparar melhor do que esteve contra os japoneses.
A seleção brasileira respirou fundo e conseguiu o que precisava: uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026. Na tarde de segunda-feira, em Houston, o Brasil enfrentou o Japão em um jogo que começou mal e terminou em alívio. O placar final foi 2 a 1, com a virada sacramentada nos acréscimos por Gabriel Martinelli, depois que Casemiro havia empatado no segundo tempo. Sano havia colocado os japoneses na frente no primeiro tempo, e por um longo período a seleção verde-amarela não conseguiu furar a defesa compacta do adversário.
O primeiro tempo foi frustrante para quem torcia pelo Brasil. A retranca japonesa funcionou bem, e o time de Carlo Ancelotti criou pouco. Matheus Cunha, o paraibano que vinha em bom momento, foi quem mais chegou perto de abrir o placar. Aos 13 minutos, ele soltou um chute de fora da área que o goleiro Suzuki mandou para escanteio. Aos 38, Cunha tentou novamente, mas desta vez o arqueiro defendeu com segurança. Era pouco para um time que precisava vencer para avançar.
A mudança veio no intervalo. Ancelotti tirou Lucas Paquetá e colocou Endrick em campo, e a seleção começou a pressionar de forma diferente. O Japão, que havia se defendido bem até então, começou a sofrer. Casemiro apareceu na área e cabeceou para empatar a partida, trazendo o Brasil de volta ao jogo. O time ganhou ritmo, e a pressão aumentou nos minutos finais.
Foi nos acréscimos que a decisão chegou. Gabriel Martinelli, que havia entrado no lugar de Matheus Cunha aos 20 minutos do segundo tempo, marcou o gol da virada. O camisa 22 selou a classificação e devolveu a esperança a uma seleção que havia começado o jogo de forma desorganizada. Douglas Santos, o lateral-esquerdo, fez uma partida segura defensivamente, com o Japão pouco oferecendo pelo seu setor. Nas raras ocasiões em que foi acionado no ataque, participou bem, continuando sua boa sequência na Copa.
Agora o Brasil aguarda o próximo adversário, que sairá do confronto entre Noruega e Costa do Marfim. A seleção já conhece quando volta a campo: domingo, dia 5, às 17h, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos. Será pelas oitavas de final, e o time terá uma semana para corrigir os problemas que apareceram contra os japoneses e preparar-se para o que vem pela frente.
Citas Notables
Douglas Santos fez uma partida segura defensivamente, com o Japão pouco assustando em seu setor— Análise da partida
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Por que o Brasil sofreu tanto contra uma defesa que parecia tão previsível?
O Japão não fez nada de extraordinário, mas fez bem o básico. Recuou, fechou espaços, e o Brasil no primeiro tempo não conseguiu encontrar ritmo. Parecia um time sem ideias, chutando de longe e esperando que algo acontecesse.
Matheus Cunha criou as melhores chances mesmo assim. O que mudou quando ele saiu?
Cunha foi importante, mas Ancelotti viu que precisava de outra coisa. Endrick entrou, o time começou a pressionar diferente, e Martinelli, quando entrou, tinha mais espaço para trabalhar. Às vezes é só uma questão de encontrar a combinação certa.
Douglas Santos teve uma partida discreta, não é?
Discreta no sentido de que o Japão não o testou muito. Mas quando precisou, ele respondeu bem. Não cometeu erros, participou quando chamado. Em uma Copa, às vezes isso é exatamente o que você precisa.
O gol nos acréscimos parece ter sido a salvação.
Foi. Se aquele gol não sai, o Brasil fica em uma situação complicada. Mas futebol é assim — você sofre, você luta, e às vezes a recompensa vem nos minutos finais.
Como você avalia essa seleção até aqui?
Um time que ainda está encontrando seu caminho. Tem qualidade, tem jogadores que podem decidir, mas precisa de consistência. Essa vitória foi importante, mas as oitavas vão exigir muito mais.