Um refúgio perfeito para quem busca paz e beleza natural
Em um mundo que frequentemente sacrifica a natureza em nome do acesso e do conforto, duas praias brasileiras — a Baía do Sancho, em Fernando de Noronha, e o Pontal do Atalaia, em Arraial do Cabo — foram reconhecidas entre as cinquenta mais belas do planeta pelo ranking The World's 50 Best Beaches 2026. O que as une não é apenas a beleza visual, mas a resistência ao excesso: ambas exigem esforço para ser alcançadas e oferecem, em troca, a raridade do silêncio e da natureza intacta. O reconhecimento sugere que, na era do turismo de massa, o que o mundo mais valoriza é justamente aquilo que ainda não foi consumido.
- O Brasil entra no mapa das praias mais cobiçadas do mundo, com dois destinos que desafiam o visitante antes mesmo de revelar sua beleza.
- A Baía do Sancho exige a descida de cerca de 200 degraus entre rochas e opera sob controle rigoroso do ICMBio, que regula horários e cobra ingresso — barreiras que, paradoxalmente, são sua maior proteção.
- O Pontal do Atalaia, o 'Caribe brasileiro', só pode ser acessado por barco ou escadaria de madeira, mantendo suas águas cristalinas e sua areia branca preservadas da superlotação.
- O ranking, elaborado por mais de mil profissionais de viagens ao longo de um ano inteiro, avaliou oito critérios centrados na preservação natural e na ausência de degradação humana — sinalizando uma virada nos valores do turismo global.
- O topo da lista ficou com praias das Filipinas, Grécia e Austrália, mas a presença brasileira na 33ª e 44ª posições consolida o país como guardião de alguns dos últimos refúgios naturais do planeta.
Duas praias brasileiras conquistaram posições de destaque no ranking The World's 50 Best Beaches 2026: a Baía do Sancho, em Fernando de Noronha, na 33ª colocação, e o Pontal do Atalaia, em Arraial do Cabo, na 44ª — colocando o Brasil entre os destinos de praia mais valorizados do mundo.
A Baía do Sancho não se entrega facilmente. O acesso exige a descida de uma escada íngreme esculpida entre fendas rochosas, com cerca de 200 degraus controlados pelo ICMBio, que regula horários e cobra ingresso de R$ 192 para brasileiros. O esforço é recompensado por uma praia isolada do ruído urbano e livre de empreendimentos comerciais — exatamente o que o ranking celebra. O Pontal do Atalaia, conhecido como o Caribe brasileiro, oferece areia branca fina, águas cristalinas e um acesso igualmente restrito: apenas por barco ou escadaria de madeira entre a vegetação.
O ranking foi construído ao longo de um ano inteiro, com mais de mil profissionais de viagens avaliando praias por oito critérios — entre eles preservação natural, ausência de superlotação e consistência de cenários paradisíacos. Foi a primeira edição em que a equipe principal visitou pessoalmente centenas de praias, combinando observação direta com contribuições de colaboradores globais.
No topo da lista ficou a Praia Entalula, nas Filipinas, seguida pela grega Fteri e pela australiana Wharton. Na América do Sul, além das brasileiras, o Cayo de Agua na Venezuela e o Cabo San Juan del Guia na Colômbia também marcaram presença. O reconhecimento das praias brasileiras reflete não apenas sua beleza, mas a crescente valorização da preservação ambiental como critério central para definir o que torna um destino verdadeiramente excepcional.
Duas praias brasileiras conquistaram posições de destaque no ranking The World's 50 Best Beaches de 2026, anunciado em abril. A Baía do Sancho, em Fernando de Noronha, no arquipélago pernambucano, ficou classificada em 33º lugar, enquanto o Pontal do Atalaia, em Arraial do Cabo no Rio de Janeiro, alcançou a 44ª posição — um reconhecimento que coloca o Brasil entre os destinos de praia mais procurados do planeta.
A Baía do Sancho não é um lugar de acesso fácil. Quem quer chegar até lá enfrenta uma escada íngreme esculpida entre fendas rochosas, com cerca de 200 degraus que descem até a areia. O trajeto é controlado pelo ICMBio, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que estabelece horários de subida e descida para proteger a área. O parque cobra ingresso de R$ 192 para brasileiros, com validade de dez dias consecutivos. Mas o esforço da descida é recompensado por uma praia que o ranking descreve como um refúgio perfeito para quem busca paz e beleza natural — isolada do ruído urbano, sem empreendimentos comerciais que a desfigurem, apenas a natureza em seu estado mais puro.
O Pontal do Atalaia, frequentemente chamado de Caribe brasileiro, oferece uma experiência diferente mas igualmente atraente. A praia é conhecida pela areia branca e fina, pelas águas cristalinas e calmas que convidam ao banho, e por uma vista que deixa os visitantes impressionados. O acesso também é controlado — pode ser feito por barco ou por uma escadaria de madeira cercada de vegetação, o que contribui para manter a tranquilidade do lugar intacta.
O ranking global que elegeu essas duas praias brasileiras foi elaborado a partir de uma pesquisa realizada ao longo de todo um ano, envolvendo mais de mil profissionais de viagens espalhados pelo mundo. Pela primeira vez, a equipe principal do ranking visitou pessoalmente centenas de praias, combinando observação direta com as contribuições de viajantes colaboradores. A avaliação considerou oito critérios específicos: características únicas das praias, vida selvagem, natureza preservada, sons naturais, facilidade de acesso ao mar, frequência de águas calmas, ausência de superlotação e consistência de cenários paradisíacos.
No topo da lista global, a Praia Entalula nas Filipinas conquistou o primeiro lugar. Fica em El Nido, na ilha de Palawan, a cerca de 420 quilômetros de Manila, e se destaca pelas falésias de calcário que se elevam abruptamente atrás de uma faixa de areia branca macia. O acesso é apenas por barco, o que mantém o número de visitantes baixo e preserva a sensação de isolamento. A segunda colocação ficou com a Praia Fteri, na ilha grega de Cefalônia, escondida em uma enseada isolada e cercada por falésias brancas, com águas turquesas do mar Jônico. A terceira posição foi para a Praia de Wharton, na Austrália Ocidental, um ponto de surfe famoso que também oferece a possibilidade de observar golfinhos.
Outras praias brasileiras e sul-americanas também marcaram presença no ranking. Na América do Sul, além das duas praias brasileiras, destacam-se o Cayo de Agua na Venezuela, em 11º lugar, localizado em uma ilha remota do Parque Nacional Los Roques, e a Cabo San Juan del Guia na Colômbia, em 32º lugar, a praia mais famosa do Parque Nacional Natural Tayrona. No Caribe, a Shoal Bay East em Anguilla ficou em 6º lugar, a Princess Diana Beach em Barbuda em 14º, e a Seven Mile Beach nas Ilhas Cayman em 26º.
A metodologia do ranking também reconheceu a Cala Goloritze, na Sardenha italiana, como uma das "melhores das melhores" — ela havia conquistado a primeira posição no ano anterior e mantém sua excelência. O reconhecimento de praias brasileiras nesta edição reflete tanto a beleza natural do país quanto a importância crescente da preservação ambiental e do turismo sustentável como critérios para definir o que torna um destino verdadeiramente excepcional.
Notable Quotes
O isolamento da praia em relação ao ruído urbano e a ausência de empreendimentos comerciais reforçam sua atmosfera tranquila, tornando-a um refúgio perfeito para quem busca paz e beleza natural— The World's 50 Best Beaches ranking, sobre a Baía do Sancho
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que essas duas praias brasileiras conseguem competir com praias de lugares como Filipinas e Grécia?
Elas têm algo que muitas praias famosas perderam — isolamento real. Não é isolamento de falta de infraestrutura, é isolamento de escolha. A Baía do Sancho está protegida dentro de um parque nacional, com controle de acesso. O Pontal do Atalaia é acessível, mas não fácil. Isso filtra visitantes.
Então o ranking está premiando a dificuldade de acesso?
Não exatamente. Está premiando o que a dificuldade preserva — a tranquilidade, a natureza intacta, a ausência de superlotação. A escada de 200 degraus na Baía do Sancho não é um bug, é um feature. Mantém a praia como ela é.
E quanto ao turismo? Essas praias vão ficar ainda mais cheias agora que estão no ranking?
Provavelmente sim. Mas há um controle — o ICMBio limita horários, cobra ingresso. Não é como uma praia de resort onde você pode chegar a qualquer hora. O sistema já está preparado para lidar com pressão.
Qual é a diferença entre a Baía do Sancho e o Pontal do Atalaia?
A Baía do Sancho é mais selvagem, mais remota. Você realmente sente que está em um lugar especial. O Pontal do Atalaia é um pouco mais acessível, mas ainda oferece aquela sensação de paraíso tranquilo. Uma é para quem quer aventura, a outra para quem quer paz.
Por que o Brasil tem apenas duas praias no top 50 global?
Porque o ranking não está medindo quantidade de praias bonitas — está medindo praias que combinam beleza com preservação e tranquilidade. Muitas praias brasileiras são lindas, mas sofrem com superlotação ou desenvolvimento comercial. Essas duas conseguem manter a integridade.