Brasil registra queda de 15% em casos de malária em 2025

Redução de 28% nas mortes por malária no Brasil em 2025, com queda de 80% especificamente no território Yanomami.
O menor número de casos desde o final dos anos 1970
Brasil registrou em 2025 uma queda histórica de 15% em casos de malária, refletindo décadas de progresso.

Em 2025, o Brasil alcançou o menor número de casos de malária desde o fim dos anos 1970, com uma queda de 15% nas infecções e 28% nas mortes em relação ao ano anterior. O avanço foi ainda mais expressivo entre os Yanomami, povo historicamente vulnerável, onde as mortes recuaram 80%. Esse progresso, sustentado pela ampliação de medicamentos como a tafenoquina e por estratégias de diagnóstico rápido, sugere que políticas de saúde direcionadas podem transformar realidades que pareciam imutáveis.

  • O Brasil registrou em 2025 o menor índice de malária em quase cinco décadas, sinalizando uma virada histórica no combate à doença.
  • As mortes caíram 28% no país, mas foi no território Yanomami que o impacto foi mais dramático: uma redução de 80% em óbitos, revertendo anos de crise humanitária.
  • Áreas de garimpo e territórios indígenas — focos historicamente resistentes — também cederam, com quedas de 18% e 15% nos casos, respectivamente.
  • A distribuição da versão pediátrica da tafenoquina, iniciada em março de 2026 com foco em regiões indígenas, amplia o alcance do tratamento para os mais vulneráveis.
  • O Rio de Janeiro, com apenas oito casos importados em 2026, ilustra como o controle da doença avança mesmo em estados fora do epicentro endêmico.

O Brasil encerrou 2025 com uma marca histórica: o menor número de casos de malária desde o final dos anos 1970. Em comparação com 2024, as infecções caíram 15%, as formas graves recuaram 30% e as mortes diminuíram 28% em todo o território nacional. Nas áreas de garimpo, historicamente entre as mais críticas, os casos reduziram 18%. Nos territórios indígenas, a queda foi superior a 15%.

O avanço mais expressivo ocorreu no território Yanomami, que concentra mais da metade dos casos em áreas indígenas. Ali, os casos caíram 22% e as mortes despencaram 80% — números que, não muito tempo atrás, pareceriam inatingíveis diante da gravidade da crise sanitária enfrentada pelo povo.

O infectologista Marcos Vinícius da Silva, da Sociedade Brasileira de Infectologia, lembra que o diagnóstico começa com um simples exame de sangue, capaz de identificar o tipo de parasita e orientar o tratamento correto. Os sintomas — febre, calafrio, náusea, dor de cabeça — se confundem facilmente com outras doenças, tornando o teste indispensável. A transmissão se dá principalmente pela picada do mosquito anofelino.

O Ministério da Saúde credita parte significativa dessa queda à ampliação do uso da tafenoquina. Em março de 2026, passou a ser distribuída a versão pediátrica do medicamento, com prioridade para regiões indígenas. A experiência brasileira de 2025 reforça que investimentos em diagnóstico ágil, acesso a tratamentos inovadores e atenção às populações mais vulneráveis podem produzir resultados concretos e duradouros.

O Rio de Janeiro registrou oito casos de malária em 2026. A Secretaria Estadual de Saúde classificou todos eles como importados — contraídos em outras regiões — ou de origem ainda não esclarecida mesmo após investigação completa. O número, embora pequeno, faz parte de um quadro nacional que vem mudando significativamente.

O Brasil fechou 2025 com o menor número de casos de malária desde o final dos anos 1970. Comparado a 2024, houve uma queda de 15% no total de infecções. Mais importante ainda: as formas mais graves da doença recuaram 30%, e as mortes caíram 28% em todo o país. Essas reduções não foram uniformes — algumas regiões viram progressos ainda mais acentuados. Nas áreas de garimpo, historicamente críticas, os casos diminuíram 18%. Nos territórios indígenas, a queda foi pouco superior a 15%. Mas foi no território Yanomami, que concentra mais da metade de todos os casos em áreas indígenas, que os números mais impressionaram: 22% de redução em casos e, mais notavelmente, 80% de redução em mortes.

O diagnóstico de malária segue um caminho direto. Marcos Vinícius da Silva, infectologista e membro do Comitê de Medicina Tropical da Sociedade Brasileira de Infectologia, explica que tudo começa com um exame de sangue. Esse teste permite identificar qual tipo de parasita está presente e, consequentemente, qual tratamento é mais apropriado. Os sintomas — febre alta, dor de cabeça, náusea, vômito, diarreia, calafrio — podem facilmente ser confundidos com outras doenças, razão pela qual o exame é essencial. A transmissão ocorre principalmente pela picada do mosquito anofelino, embora também seja possível a transmissão de mãe para filho durante a gravidez.

O Ministério da Saúde atribui essa redução de mortes a estratégias específicas de tratamento. A tafenoquina, um medicamento usado no combate à malária, teve seu uso ampliado. Mais recentemente, em março de 2026, começou a ser distribuída a versão pediátrica do medicamento, direcionada prioritariamente para regiões indígenas. Essa expansão do acesso a tratamentos mais eficazes representa uma mudança tangível na capacidade do país de responder à doença.

A malária permanece um desafio global de saúde pública, particularmente em nações de clima tropical e subtropical. Os números brasileiros de 2025 e 2026 sugerem que investimentos em diagnóstico rápido, tratamento adequado e medicamentos inovadores podem produzir resultados mensuráveis mesmo em populações historicamente vulneráveis.

O diagnóstico é realizado através da pesquisa do parasita no sangue. Por um exame de sangue se consegue chegar ao diagnóstico de qual é o tipo de malária e introduzir o tratamento mais adequado.
— Marcos Vinícius da Silva, infectologista e membro do Comitê de Medicina Tropical da Sociedade Brasileira de Infectologia
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que o Rio de Janeiro, um estado urbano, ainda registra casos de malária?

Model

Os oito casos deste ano são todos importados ou de origem desconhecida. Não há transmissão local estabelecida. Isso é diferente de regiões como o Yanomami, onde a doença circula naturalmente.

Inventor

A queda de 15% no Brasil é significativa, mas por que o foco em territórios indígenas?

Model

Porque historicamente essas áreas concentram a maioria dos casos e das mortes. O Yanomami sozinho representa mais da metade de todos os casos em territórios indígenas. Uma queda de 80% em mortes lá muda vidas de forma concreta.

Inventor

Como um medicamento infantil muda o cenário?

Model

A tafenoquina pediátrica, distribuída desde março, permite tratar crianças com eficácia. Antes, as opções eram limitadas. Crianças são particularmente vulneráveis à malária grave.

Inventor

Os números de 2025 parecem um ponto de virada?

Model

Podem ser. É o menor número desde os anos 1970. Mas isso depende de manter o acesso a medicamentos, diagnóstico rápido e vigilância contínua. Uma redução não é uma eliminação.

Inventor

E as regiões de garimpo, por que melhoraram?

Model

Provavelmente por maior acesso a testes e tratamento. Garimpeiros estão em áreas remotas onde a malária é endêmica, mas campanhas de saúde conseguiram chegar.

Inventor

O que pode reverter esse progresso?

Model

Interrupção no fornecimento de medicamentos, redução de investimento em vigilância, ou mudanças ambientais que favoreçam o mosquito. Ganhos em saúde pública são frágeis se não forem sustentados.

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