Brasil recebe 1,2 milhão de doses de vacina Pfizer para crianças contra Covid

O primeiro vacinado foi uma criança indígena de 8 anos
A escolha simbólica refletiu as prioridades do ministério para a primeira fase da imunização infantil.

Em um domingo de janeiro de 2022, o Brasil recebeu sua segunda remessa de vacinas pediátricas contra a Covid-19, somando 2,4 milhões de doses Pfizer destinadas a crianças de 5 a 11 anos em apenas três dias. O gesto, que começou simbolicamente com a vacinação de uma criança indígena, revela uma nação tentando reparar o tempo perdido e proteger seus mais vulneráveis antes de alcançar os demais. Com 30 milhões de doses esperadas até março e uma possível decisão sobre a Coronavac à vista, o país avança, passo a passo, em direção a uma imunização infantil mais abrangente.

  • A chegada de 1,2 milhão de doses no Aeroporto de Viracopos, apenas três dias após a primeira remessa, sinaliza um ritmo acelerado que o país precisava urgentemente manter.
  • A pressão sobre o sistema de saúde é real: distribuir doses de forma ordenada entre estados e o Distrito Federal exige logística precisa em um país de dimensões continentais.
  • A escolha de uma criança indígena como primeiro vacinado não foi acidental — ela traduz a decisão política de proteger primeiro quem historicamente fica por último.
  • A Anvisa deve decidir na semana seguinte sobre a Coronavac para crianças de 3 a 17 anos, após rejeição anterior por falta de dados, desta vez com dossiê mais robusto em mãos.
  • Com 30 milhões de doses pediátricas prometidas até março, o horizonte aponta para uma cobertura ampla, mas o caminho ainda depende de entregas, aprovações e adesão das famílias.

No domingo de manhã, um novo carregamento de 1,2 milhão de doses da vacina Pfizer pediátrica pousou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Era a segunda entrega em três dias — uma primeira remessa de igual tamanho havia chegado na quinta-feira e já seguia para os estados e o Distrito Federal. O Ministério da Saúde projeta receber 30 milhões de doses até o fim de março, volume que daria sustentação à campanha de imunização de crianças entre 5 e 11 anos contra a Covid-19.

A campanha havia sido aberta na sexta-feira anterior com um gesto carregado de significado: o primeiro vacinado foi Davi Seremramiwe Xavante, uma criança indígena de 8 anos. A escolha não foi aleatória. O plano do ministério estabelece prioridade para crianças com comorbidades, com deficiência permanente, indígenas, quilombolas e aquelas que convivem com pessoas de risco. Só depois haverá escalonamento por idade, dos mais velhos para os mais novos dentro da faixa etária.

No horizonte regulatório, a Anvisa se preparava para decidir, na semana seguinte, sobre a liberação da Coronavac para crianças de 3 a 17 anos. Em agosto, a agência havia negado pedido semelhante por insuficiência de dados. Desta vez, segundo integrantes da Anvisa, a base de informações apresentada era mais sólida — o que abria a possibilidade de um resultado diferente e de uma segunda vacina disponível para o público infantil.

No domingo de manhã, o Brasil recebeu mais 1,2 milhão de doses da vacina Pfizer destinadas a crianças de 5 a 11 anos. O carregamento pousou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo, marcando a segunda entrega em três dias. Uma primeira remessa, também com 1,2 milhão de doses, havia chegado na quinta-feira anterior e já estava sendo distribuída entre os estados e o Distrito Federal.

O Ministério da Saúde trabalha com a perspectiva de receber um total de 30 milhões de doses pediátricas da Pfizer até o final de março, o que representaria um volume significativo para a campanha de imunização infantil contra a Covid-19. A estratégia de distribuição gradual reflete tanto a capacidade logística quanto a necessidade de garantir que os estados consigam aplicar as doses de forma ordenada.

A campanha de vacinação para crianças foi aberta na sexta-feira anterior, com o primeiro vacinado sendo Davi Seremramiwe Xavante, uma criança indígena de 8 anos. Essa escolha simbólica refletiu as prioridades estabelecidas pelo ministério para a primeira fase da imunização. O plano prevê começar com crianças que apresentam comorbidades, aquelas com deficiência permanente, crianças indígenas e quilombolas. Em seguida, a recomendação é vacinar crianças que convivem com pessoas consideradas de risco. Depois disso, haverá um escalonamento por faixa etária, começando pelos mais velhos dentro da faixa de 5 a 11 anos.

No momento, apenas a vacina Pfizer está autorizada para uso em crianças dessa idade. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, tinha previsto para a semana seguinte uma decisão sobre a possível liberação da Coronavac para crianças de 3 a 17 anos. Em agosto anterior, a diretoria da agência havia rejeitado um pedido semelhante, citando insuficiência de dados. Segundo integrantes da Anvisa, o novo processo apresentava uma base de informações mais robusta, o que poderia alterar o resultado da análise.

A chegada das doses e o início da campanha representavam um avanço na estratégia de proteção contra a Covid-19 em um grupo etário que havia permanecido fora da vacinação por mais tempo. A priorização de grupos vulneráveis refletia uma abordagem de saúde pública que buscava proteger primeiro aqueles com maior risco de complicações.

O primeiro imunizado foi Davi Seremramiwe Xavante, um menino indígena de 8 anos
— Ministério da Saúde
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que o Brasil escolheu começar a vacinação de crianças com grupos específicos, em vez de abrir para todos de uma vez?

Model

Porque crianças com comorbidades, indígenas e quilombolas enfrentam riscos maiores. Começar por elas é uma questão de priorizar quem precisa mais.

Inventor

E depois que essas prioridades forem vacinadas, qual é o próximo passo?

Model

Vem a vacinação de crianças que vivem com pessoas de risco — pais, avós, pessoas com doenças crônicas. Depois disso, abre para todos, começando pelos mais velhos dentro da faixa de 5 a 11 anos.

Inventor

Por que apenas a Pfizer está liberada e não a Coronavac?

Model

A Anvisa havia dito que faltavam dados sobre a Coronavac em crianças. Agora estão revisando, e segundo a agência, o novo dossiê é mais sólido. Pode ser que mudem de ideia na próxima semana.

Inventor

Qual é o tamanho real dessa campanha? Essas 1,2 milhão de doses são muito ou pouco?

Model

São o começo. O ministério espera 30 milhões até março. Considerando que há cerca de 40 milhões de crianças nessa faixa etária no Brasil, ainda há um caminho longo.

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