No Brasil contemporâneo, o telefone — instrumento nascido para aproximar pessoas — tornou-se vetor de uma epidemia silenciosa de fraudes que afeta sete em cada dez cidadãos. Criminosos exploram infraestruturas técnicas envelhecidas e lacunas jurídicas para mascarar identidades e manipular emoções, enquanto bancos, reguladores e operadoras de telecomunicações buscam, ainda sem consenso, uma resposta à altura do problema. A crise revela que a segurança digital não é apenas uma questão tecnológica, mas um desafio de governança coletiva numa sociedade cada vez mais mediada por redes.
Brasil enfrenta 'epidemia' de golpes telefônicos; bancos cobram controle mais rigoroso
Consumidores de todos os perfis sofrem perdas financeiras e roubo de dados pessoais através de golpes telefônicos automatizados em larga escala.