No coração de um evento de inovação no Rio de Janeiro, economistas de peso se reuniram para nomear o que muitos preferem não dizer em voz alta: o Brasil está navegando entre duas correntes que não controla — o salto tecnológico das economias ricas impulsionado pela inteligência artificial e a fragilidade de suas próprias contas públicas. Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda, colocou o dilema em perspectiva histórica: os próximos dois anos não são apenas um ciclo econômico, são uma bifurcação. O país que não ajustar sua trajetória fiscal e não encontrar seu lugar na nova economia da IA corre o