Brasil e Chile possuem abundância de água e energia renovável, posicionando-se como alternativas competitivas aos data centers saturados nos EUA e Europa. Desperdício de 20% da energia renovável no Nordeste e restrições da MP 1.307 limitam o potencial; políticas tributárias e regulatórias precisam ser reformuladas.
Brasil e Chile podem se tornar polos globais de data centers, aponta BTG Pactual
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Viés e Enquadramento
Artigo apresenta estudo do BTG Pactual sobre potencial de Brasil e Chile como polos de data centers, com foco em vantagens naturais e críticas a políticas regulatórias, refletindo perspectiva do setor financeiro.
Enquadramento favorável ao setor privado e ao mercado de data centers, com crítica às políticas governamentais apresentadas como obstáculos. O relatório do BTG Pactual é tratado como fonte autorizada sem questionamento significativo.
Impacto Geopolítico
Brasil e Chile possuem potencial para se tornarem polos globais de data centers na América do Sul, impulsionados por demanda crescente de IA, mas enfrentam desafios regulatórios e tributários que precisam ser superados.
Deslocamento da infraestrutura digital global para fora dos EUA, com Brasil e Chile emergindo como alternativas competitivas. Isso redistribui influência tecnológica e econômica na região, potencialmente reduzindo dependência de centros de dados norte-americanos saturados. Empresas energéticas brasileiras ganham relevância geopolítica como fornecedoras críticas de infraestrutura digital.
Similar à corrida por infraestrutura de telecomunicações nos anos 1990, quando países em desenvolvimento competiram por investimentos estrangeiros em conectividade, agora replicada com data centers e computação em nuvem.
Lente Econômica
BTG Pactual identifica Brasil e Chile como polos potenciais de data centers na América do Sul, com vantagens em energia e água, mas exigindo reformas regulatórias e tributárias para competir globalmente.
Potencial redução de custos de serviços digitais e computação em nuvem para consumidores brasileiros e chilenos; maior disponibilidade de infraestrutura tecnológica local; possível geração de empregos qualificados no setor de TI.
Necessidade de reforma da Medida Provisória 1.307 para ampliar incentivos fiscais além de Zonas de Processamento de Exportação; revisão de regulações sobre uso de energia renovável excedente; implementação de segurança regulatória para proteção de dados; redução de entraves tributários para equipamentos de data centers; modernização da infraestrutura de transmissão de energia, especialmente no Nordeste.