Quase quatro décadas após erradicar a poliomielite de seu território, o Brasil aprofunda seu compromisso com a memória imunológica coletiva: a partir de agosto, uma segunda dose de reforço será oferecida a crianças de 4 anos, elevando para cinco o total de aplicações da vacina inativada. A medida reconhece que a proteção conquistada não é permanente por si só — anticorpos diminuem, fronteiras permanecem abertas e o vírus ainda circula em cantos do mundo. Vacinar, aqui, é menos um ato individual do que um pacto silencioso entre gerações.