Na tarde de 27 de julho, o Flamengo saiu de campo carregando não apenas o peso de um resultado, mas a inquietação de quem sente que as regras do jogo ainda não foram plenamente explicadas a ninguém. Marcos Braz Boto, dirigente do clube, ergueu a voz não para contestar árbitros individualmente, mas para pedir à CBF aquilo que toda comunidade precisa para confiar em qualquer sistema: critérios claros, aplicados de forma igual, visíveis a todos. No futebol como na vida, a legitimidade de uma decisão depende menos de sua correção técnica do que da transparência com que é comunicada.