A 3.400 metros de altitude, em Lima, o Botafogo encontrou não apenas um adversário, mas os próprios limites de seu preparo e ambição. A goleada de 6 a 1 sofrida diante do Cienciano nas oitavas da Copa Sul-Americana revela algo mais profundo do que um simples resultado adverso: é o retrato de uma equipe que entrou em campo sem estar pronta para o desafio que a esperava. Quando um clube subestima o terreno — literal e metaforicamente —, o placar costuma ser apenas o reflexo mais honesto dessa negligência.