Devemos fazer de tudo, democraticamente, para que Lula ganhe no primeiro turno
Em maio de 2022, o teólogo Leonardo Boff ergueu sua voz não apenas como comentarista político, mas como guardião de uma memória coletiva em risco. Convocando seus seguidores a empenhar todos os recursos democráticos disponíveis, Boff enquadrou a eleição presidencial brasileira como algo que transcende a disputa entre candidatos — uma escolha entre a coesão social e o que chamou de dilaceração irreversível do tecido nacional. Sua advertência ecoava uma tradição de pensamento que vê na política não apenas poder, mas responsabilidade moral com as gerações passadas e futuras.
- Boff lança um apelo urgente e moral: garantir a vitória de Lula já no primeiro turno, sem deixar espaço para um segundo confronto eleitoral.
- O teólogo descreve a reeleição do presidente em exercício — a quem chama veladamente de 'o Inominável' — como uma ameaça à própria estrutura que mantém o país unido.
- A convocação extrapola o cálculo eleitoral: Boff pede dedicação por amor à nação, alertando que nem a comunidade internacional suportaria tal desfecho.
- As pesquisas davam a Lula uma liderança consistente, tornando a vitória no primeiro turno uma possibilidade real — desde que novos apoios políticos fossem conquistados antes do pleito.
- O posicionamento de Boff mobiliza setores progressistas e religiosos que enxergam na eleição não uma preferência, mas uma questão de sobrevivência institucional.
No início de maio de 2022, Leonardo Boff foi às redes sociais com um chamado direto: fazer de tudo, dentro dos limites democráticos, para que Lula vencesse as eleições presidenciais já no primeiro turno. O apelo do teólogo e escritor não era apenas estratégico — era carregado de uma advertência moral sobre o que estaria em jogo.
Para Boff, reeleger o presidente em exercício, referido de forma velada como 'o Inominável', não representaria uma simples derrota política. Seria, em suas palavras, a destruição do passado do país e o rasgamento do tecido social que mantém a nação coesa. Ele argumentava que nem a comunidade internacional toleraria tal desgraça, e convocava cada pessoa a se engajar por amor, não por cálculo.
As pesquisas daquele momento colocavam Lula consistentemente à frente, abrindo a possibilidade real de uma vitória sem segundo turno. Para que isso se concretizasse, porém, o ex-presidente precisaria ampliar sua base de apoio político nos meses seguintes. A voz de Boff, influente nos meios progressistas e religiosos, buscava transformar essa possibilidade em urgência — equilibrando o calor do apelo com o cuidado de ressaltar que tudo deveria ser feito dentro das regras do jogo democrático.
No início de maio de 2022, o teólogo e escritor Leonardo Boff saiu em defesa de uma estratégia eleitoral clara: garantir a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno das eleições presidenciais. Pela rede social, Boff foi direto ao ponto, convocando seus seguidores a se empenharem nessa tarefa com todos os recursos democráticos disponíveis.
O apelo de Boff não era apenas tático. Ele carregava uma advertência sobre o que estaria em jogo. Reeleger o presidente em exercício, a quem se referia de forma velada como "o Inominável", representaria segundo o teólogo algo muito mais grave do que uma simples derrota política. Seria, em suas palavras, a destruição do passado do país e o rasgamento completo do tecido social que mantém a nação unida.
A urgência no tom de Boff refletia uma preocupação que extrapolava as fronteiras nacionais. Ele argumentava que nem mesmo a comunidade internacional toleraria uma tal desgraça. Seu chamado era pessoal e moral: cada pessoa deveria se dedicar a essa causa por amor, não apenas por cálculo político.
Naquele momento, as pesquisas de intenção de voto colocavam Lula consistentemente à frente em todos os levantamentos. Essa liderança abria a possibilidade real de uma vitória no primeiro turno, sem necessidade de um segundo confronto. Para que isso acontecesse, porém, seria preciso que o ex-presidente conquistasse novos apoios políticos nos meses que antecediam o pleito.
O posicionamento de Boff representava uma voz influente dentro de setores progressistas e religiosos do país, buscando mobilizar uma base que via na eleição de Lula não apenas uma preferência política, mas uma questão de sobrevivência institucional e social. Seu apelo democrático — ressaltando que tudo deveria ser feito "democraticamente" — tentava equilibrar a urgência da mensagem com o respeito aos processos legítimos de campanha.
Citações Notáveis
Seria a destruição de nosso passado e a dilaceração total do tecido social— Leonardo Boff, sobre os riscos de reeleição do presidente em exercício
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que Boff escolheu usar a palavra "Inominável" em vez de simplesmente nomear o presidente?
É uma escolha que carrega peso. Não nomear é uma forma de recusa, de não dar voz ou legitimidade. Sugere algo tão grave que merece ser tratado com uma espécie de distância respeitosa.
Ele realmente acredita que uma reeleição destruiria o passado do país?
Para Boff, não é hipérbole. Ele vê na continuidade daquele governo uma ameaça existencial ao que ele chama de tecido social — as estruturas que mantêm a coesão, a solidariedade, a memória coletiva.
E por que enfatizar que isso deve ser feito "democraticamente"?
Porque há uma tensão real ali. Você está pedindo mobilização urgente, quase desesperada, mas precisa deixar claro que não está pedindo para violar as regras do jogo democrático. É um equilíbrio delicado.
As pesquisas já mostravam Lula na frente. Por que o apelo era tão dramático?
Porque primeiro turno é diferente de segundo turno. Uma vitória no primeiro muda tudo — muda o momentum, a narrativa, a capacidade de governar. Boff estava tentando transformar uma vantagem em certeza.
Qual era o público real dessa mensagem?
Seus seguidores nas redes, sim, mas também os líderes religiosos e progressistas que poderiam amplificar o chamado. Era um apelo para que a base se movimentasse, para que convertesse simpatia em ação.