BNDES aprova R$ 500 mi para nova planta de etanol da FS em Mato Grosso

Espera-se geração de aproximadamente 390 mil toneladas anuais de coproduto para ração animal, beneficiando cadeia produtiva pecuária.
Transformar milho em etanol e coprodutos, em vez de exportar apenas a commodity bruta
A aprovação do BNDES reforça a tendência de agregação de valor localmente em Mato Grosso.

No coração do agronegócio brasileiro, uma aposta de meio bilhão de reais toma forma: o BNDES aprovou financiamento à FS, segunda maior produtora de etanol de milho do país, para erguer uma nova planta industrial em Campo Novo dos Parecis, Mato Grosso. O projeto, que soma R$ 2,07 bilhões no total, é mais do que uma expansão corporativa — é um sinal de que o Brasil escolhe transformar seus grãos em energia e proteína antes de exportá-los ao mundo. Nessa equação, o milho deixa de ser apenas commodity e passa a ser combustível, ração e estratégia.

  • A FS precisa ampliar capacidade para atender à crescente demanda por biocombustível, e Mato Grosso — maior produtor de milho do país — oferece a matéria-prima na porta da fábrica.
  • Um investimento de R$ 2,07 bilhões em uma única unidade industrial movimenta toda a cadeia regional: fornecedores de grãos, transportadoras, pecuaristas e o mercado de combustíveis sentem o impacto.
  • O BNDES entra com R$ 500 milhões — cerca de um quarto do total —, sinalizando que o banco estatal vê viabilidade econômica e estratégica na industrialização agrícola do Centro-Oeste.
  • A nova planta processará 1,2 milhão de toneladas de milho por ano, produzindo 540 milhões de litros de etanol e 390 mil toneladas de DDG para ração animal — uma operação de dupla utilidade que fortalece tanto o setor energético quanto o pecuário.
  • Já existe um plano de segunda fase que dobraria tudo: 2,4 milhões de toneladas de milho processadas e 1,08 bilhão de litros de etanol produzidos anualmente, consolidando a FS como força dominante no setor.

A FS, segunda maior produtora de etanol de milho do Brasil, vai ampliar sua presença em Mato Grosso com uma nova planta industrial em Campo Novo dos Parecis. O BNDES aprovou R$ 500 milhões em financiamento para o projeto, que exige investimento total de R$ 2,07 bilhões — o banco cobre cerca de 24% do montante, sinalizando confiança na viabilidade da operação.

A unidade terá capacidade para processar 1,2 milhão de toneladas de milho por ano, convertendo esse volume em 540 milhões de litros de etanol. A planta também produzirá aproximadamente 390 mil toneladas anuais de DDG, resíduo proteico usado na fabricação de ração animal — um coproduto que interessa diretamente à cadeia pecuária regional.

Com a nova fábrica, a FS passará a operar quatro plantas em Mato Grosso, somando Campo Novo dos Parecis às unidades já existentes em Lucas do Rio Verde, Sorriso e Primavera do Leste. A estratégia reflete uma aposta na descentralização produtiva e no aproveitamento das safras locais.

A expansão, porém, não para na primeira fase. A empresa já projeta uma segunda etapa que dobraria a capacidade de processamento para 2,4 milhões de toneladas e elevaria a produção de etanol a 1,08 bilhão de litros anuais. Para Mato Grosso, o movimento reforça uma tendência maior: transformar o milho em valor agregado dentro do próprio estado, em vez de exportar apenas a commodity bruta.

A FS, segunda maior produtora de etanol de milho do país, está prestes a ampliar significativamente sua presença em Mato Grosso. O banco de desenvolvimento aprovou um financiamento de R$ 500 milhões para a construção de uma nova planta industrial na cidade de Campo Novo dos Parecis, marcando um investimento robusto na cadeia de processamento de grãos da região.

O projeto total demanda R$ 2,07 bilhões em investimentos, dos quais o BNDES cobre aproximadamente um quarto — 24,2% do montante. Essa aprovação reflete a confiança do banco estatal na viabilidade econômica da expansão e na capacidade da empresa de executar uma operação de grande porte no coração do agronegócio brasileiro.

A nova unidade será capaz de processar até 1,2 milhão de toneladas de milho anualmente, transformando esse volume em 540 milhões de litros de etanol por ano. Além do combustível, a planta gerará um coproduto valioso: cerca de 390 mil toneladas anuais de DDG, um resíduo proteico amplamente utilizado na fabricação de ração animal. Essa dupla produção torna a operação particularmente atrativa para a cadeia pecuária, que depende de insumos como esse para alimentação de rebanhos.

Com essa nova unidade, a FS consolidará sua presença em Mato Grosso através de quatro plantas industriais. A empresa já opera fábricas em Lucas do Rio Verde, Sorriso e Primavera do Leste — todas cidades que se tornaram polos de processamento agroindustrial. A adição de Campo Novo dos Parecis à rede de operações da companhia reforça a estratégia de descentralização produtiva e aproveitamento das safras locais.

Mas a expansão não termina aí. A FS já planeja uma segunda fase de crescimento que dobraria a capacidade da planta. Nessa etapa subsequente, o processamento de milho poderia chegar a 2,4 milhões de toneladas anuais, enquanto a produção de etanol saltaria para 1,08 bilhão de litros por ano. Essa trajetória de duas fases sugere uma aposta de longo prazo na demanda por biocombustível e na disponibilidade de matéria-prima na região.

O financiamento do BNDES representa mais do que um simples aporte de capital. Sinaliza ao mercado que o banco estatal continua apostando em projetos de infraestrutura agroindustrial como vetores de desenvolvimento econômico regional. Para Mato Grosso, estado que já concentra grande parte da produção de grãos do Brasil, a aprovação reforça a tendência de agregação de valor localmente — transformar milho em etanol e coprodutos, em vez de exportar apenas a commodity bruta.

A nova unidade será capaz de processar até 1,2 milhão de toneladas de milho anualmente, transformando esse volume em 540 milhões de litros de etanol por ano
— Dados do projeto aprovado pelo BNDES
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que o BNDES aprova um financiamento desse tamanho para uma empresa privada? Qual é o interesse público nisso?

Model

O banco estatal vê a cadeia de etanol como estratégica. Não é só sobre combustível — é sobre manter a produção agroindustrial no Brasil, gerar empregos, e fortalecer a economia regional. Mato Grosso já é um polo, e isso consolida a posição.

Inventor

E quanto ao DDG, esse coproduto que você mencionou? Por que isso importa tanto?

Model

O DDG é proteína. Pecuaristas usam para alimentar gado. Quando a FS produz 390 mil toneladas por ano, está alimentando toda uma cadeia — criadores de gado, indústria de carne. É um efeito multiplicador que o BNDES leva em conta.

Inventor

A empresa já tem três plantas em Mato Grosso. Por que precisa de uma quarta?

Model

Porque a demanda cresce. E porque a segunda fase de expansão que eles planejam dobraria tudo — processamento, produção de etanol. Eles estão pensando grande, e o financiamento permite que façam isso em etapas.

Inventor

Qual é o risco aqui? Investir R$ 500 milhões em uma única planta é arriscado?

Model

Para o BNDES, o risco é calculado. A FS é a segunda maior produtora do país — tem histórico, tem mercado garantido. E o etanol é commodity com demanda previsível. O risco maior seria não investir e deixar a concorrência internacional tomar espaço.

Inventor

E os trabalhadores? Quantas pessoas vão trabalhar nessa planta?

Model

A reportagem não especifica números de empregos diretos. Mas uma planta desse tamanho — processando 1,2 milhão de toneladas por ano — gera centenas de postos de trabalho, além de empregos indiretos na logística, manutenção, administrativo.

Quieres la nota completa? Lee el original en FOLHAMAX ↗
Contáctanos FAQ