No limiar entre a biologia e a computação, empresas começam a construir máquinas que pensam, em parte, com tecido cerebral humano cultivado em laboratório — uma promessa de eficiência que a tecnologia de silício não consegue igualar. Mas enquanto os organoides cerebrais avançam rumo ao mercado, pesquisadores alertam que os corpos que tornaram isso possível foram emprestados sem que seus donos soubessem exatamente para quê. A questão não é se a ciência pode fazer isso, mas se tem o direito moral de fazê-lo sem perguntar.
Biocomputadores com células humanas levantam questões éticas sobre consentimento
Doadores de células humanas têm seus tecidos utilizados sem consentimento informado adequado para fins comerciais não especificados.