Belo Oriente vem se tornando uma referência na região e no estado
O município mineiro foi premiado durante congresso internacional de imunização realizado na UFMG, reforçando compromisso com políticas públicas de prevenção. Belo Oriente já havia conquistado o Selo Bora Vacinar Ouro em abril, cumprindo metas do Programa Nacional de Imunizações para 14 imunizantes monitorados.
- Certificação de Boas Práticas em Vacinação na categoria Referência em Imunização – Porte 2
- Prêmio entregue durante III Congresso Brasileiro Defesa da Vacinação e I Congresso Internacional de Imunização na UFMG
- Selo Bora Vacinar Ouro conquistado em abril de 2026
- 14 imunizantes monitorados pelo Programa Nacional de Imunizações
Belo Oriente recebeu certificação de Boas Práticas em Vacinação da SES-MG, consolidando sua posição como referência em imunização no estado após conquistar o Selo Ouro em abril.
Belo Oriente, município de Minas Gerais, conquistou esta semana o reconhecimento oficial da Secretaria de Estado de Saúde como referência em práticas de vacinação. A certificação, entregue durante o III Congresso Brasileiro Defesa da Vacinação e o I Congresso Internacional de Imunização, coloca a cidade na categoria Referência em Imunização – Porte 2, um título que reflete anos de trabalho estruturado em torno da ampliação do acesso às vacinas e da proteção coletiva.
Os congressos ocorreram simultaneamente no campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais, reunindo gestores municipais, pesquisadores, representantes do Ministério da Saúde, do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais e membros da sociedade civil. O evento funcionou como palco para reconhecer municípios que transformaram suas políticas de imunização em modelos de eficiência e alcance.
O prêmio, batizado Amigos do Zé Gotinha, não chega isolado. Em abril deste ano, Belo Oriente já havia recebido o Selo Bora Vacinar Ouro, concedido pelo Ministério Público de Minas Gerais e pelo Governo de Minas Gerais. Essa segunda certificação em poucos meses não é coincidência: ambas resultam do cumprimento das metas estabelecidas pelo Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde. O município monitorou 14 imunizantes diferentes e atingiu os patamares exigidos para cada um deles, demonstrando consistência operacional em toda a cadeia de vacinação.
Para o prefeito Joãozinho Hemétrio, as duas certificações reforçam uma trajetória que coloca Belo Oriente em posição de destaque não apenas localmente, mas em todo o estado. "Essa premiação é mais um reconhecimento importante para Belo Oriente", afirmou, destacando que o trabalho realizado é "consciente e eficiente no processo de vacinação de forma geral". O gestor sinalizou que a intenção é manter o ritmo e continuar elevando os índices de cobertura vacinal.
O que torna essas certificações significativas é o que elas representam além dos números. Belo Oriente consolidou um compromisso com políticas públicas baseadas em prevenção, transformando a vacinação em prioridade administrativa e comunitária. Num contexto em que a hesitação vacinal e a desinformação afetam municípios em todo o país, uma cidade que consegue manter altas coberturas e ser reconhecida como referência estadual sinaliza que é possível construir confiança, organização e resultados sustentáveis. A próxima etapa, conforme indicado pela prefeitura, é aprofundar ainda mais esse trabalho e servir como modelo para outras localidades que buscam fortalecer seus programas de imunização.
Citas Notables
Essa premiação é mais um reconhecimento importante para Belo Oriente. Belo Oriente vem se tornando uma referência na região e no estado de Minas Gerais, com um trabalho consciente e eficiente no processo de vacinação de forma geral.— Prefeito Joãozinho Hemétrio
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O que significa, na prática, receber essa certificação de Boas Práticas em Vacinação?
Significa que o município passou por uma avaliação rigorosa e comprovou que consegue vacinar de forma organizada, com acesso amplo e cobertura consistente. Não é apenas um diploma na parede — é uma validação de que o sistema funciona.
Duas certificações em poucos meses parece incomum. Como Belo Oriente conseguiu isso?
Não foi sorte. O município trabalhou para cumprir as metas do Programa Nacional de Imunizações em 14 imunizantes diferentes. Quando você atinge esses patamares, as certificações vêm naturalmente. É o resultado de planejamento e execução.
Qual é a importância de uma cidade ser referência em vacinação?
Numa época em que a confiança nas vacinas está abalada em muitos lugares, uma referência estadual mostra que é possível fazer diferente. Outras cidades olham para Belo Oriente e veem que organização e transparência funcionam.
O prefeito mencionou manter o ritmo e melhorar os índices. Isso sugere que ainda há espaço para crescimento?
Sempre há. Mesmo com altas coberturas, existem grupos que não foram alcançados, pessoas com dúvidas, barreiras de acesso. A certificação não é o fim da jornada — é um ponto de partida para aprofundar ainda mais.
Qual é o papel de eventos como esses congressos na disseminação de boas práticas?
Eles criam visibilidade e legitimidade. Quando um município é reconhecido em um congresso internacional, isso não fica só na cidade — repercute, inspira, cria pressão positiva para que outros lugares façam o mesmo.