Esperamos uma nova capitulação de preços nos próximos meses
Pela terceira vez em dois meses, um grande banco internacional revisou para baixo sua projeção para o bitcoin, reduzindo a meta de US$ 150 mil para US$ 100 mil até o fim de 2026 — com alerta de que o ativo pode recuar ainda mais, a US$ 50 mil, antes de qualquer recuperação. A decisão reflete não apenas a volatilidade do mercado cripto desde o colapso de outubro, mas também um cenário macroeconômico americano que oferece pouco alento a ativos de risco. Neste momento, o bitcoin — outrora celebrado como 'ouro digital' — perde para índices tradicionais como o Nasdaq e o S&P 500, lembrando que a narrativa de um ativo não é garantia de seu desempenho.
- O bitcoin opera próximo a US$ 67.939, mais de 40% abaixo do pico de US$ 127 mil atingido em outubro, arrastando o mercado cripto para uma perda de quase US$ 2 trilhões em valor.
- Investidores que compraram bitcoin em torno de US$ 90 mil agora estão no prejuízo, e saídas de ETFs à vista nos EUA já somam cerca de US$ 8 bilhões desde o colapso.
- A desaceleração da economia americana e a ausência de cortes de juros no horizonte imediato bloqueiam novas entradas de capital no setor cripto.
- O ethereum também foi revisado de US$ 7.500 para US$ 4.000, com projeção de queda intermediária a US$ 1.400 antes de qualquer recuperação possível.
- Apesar da gravidade da queda, analistas apontam que nenhuma plataforma significativa colapsou desta vez — sinal de que o mercado amadurece, mesmo que lentamente.
Um grande banco internacional cortou pela terceira vez em dois meses sua projeção para o bitcoin, reduzindo a meta de fim de 2026 de US$ 150 mil para US$ 100 mil. Geoffrey Kendrick, chefe global de pesquisa em ativos digitais da instituição, alertou que uma nova capitulação pode levar o ativo até US$ 50 mil nos próximos meses. Na manhã de quinta-feira, o bitcoin era negociado próximo a US$ 67.939 em Nova York — muito abaixo do pico de US$ 127 mil registrado em outubro.
Dois vetores explicam o pessimismo. De um lado, os ETFs de bitcoin à vista listados nos EUA acumularam saídas de aproximadamente US$ 8 bilhões desde o colapso de outubro, com quase 100 mil tokens retirados no momento mais agudo da crise. De outro, a economia americana desacelera sem que o mercado precifique novos cortes de juros antes da chegada de Kevin Warsh à presidência do Federal Reserve — o que limita o apetite por ativos de risco.
O ethereum também foi revisado: a meta caiu de US$ 7.500 para US$ 4.000, com Kendrick projetando uma queda intermediária a cerca de US$ 1.400. O ether já operava abaixo de US$ 2.000 na quinta-feira. No conjunto, o mercado cripto perdeu quase US$ 2 trilhões em valor desde outubro, e o bitcoin — frequentemente posicionado como 'ouro digital' — passou a render menos do que o Nasdaq e o S&P 500.
Ainda assim, Kendrick fez uma distinção importante: ao contrário de crashes anteriores, esta liquidação não derrubou nenhuma plataforma relevante de ativos digitais, o que sugere maior maturidade estrutural do mercado. A recuperação, porém, depende de mudanças nas condições macroeconômicas — e isso pode levar meses.
Um grande banco internacional cortou sua projeção de preço para o bitcoin pela terceira vez em dois meses, reduzindo a meta para o final de 2026 de US$ 150 mil para US$ 100 mil. A revisão, divulgada na quinta-feira, reflete um mercado de criptomoedas sob pressão crescente desde outubro, quando um colapso desencadeou uma série de saídas de investidores e volatilidade contínua.
O bitcoin estava sendo negociado próximo a US$ 67.939 na manhã de quinta-feira em Nova York, significativamente abaixo do pico de US$ 127 mil atingido em outubro. Geoffrey Kendrick, chefe global de pesquisa em ativos digitais da instituição, alertou que o banco espera uma nova capitulação de preços nos próximos meses, com possibilidade de queda até US$ 50 mil. O cenário é particularmente preocupante para investidores que entraram no ativo em níveis mais altos: o comprador médio agora está operando com prejuízo, tendo adquirido bitcoin a um preço médio de entrada em torno de US$ 90 mil.
Dois fatores principais explicam a revisão pessimista. Primeiro, os fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin enfrentaram saídas massivas desde o colapso de outubro. Quase 100 mil tokens foram retirados dos ETFs no pico, e desde então investidores removeram aproximadamente US$ 8 bilhões de fundos de bitcoin à vista listados nos EUA, segundo dados compilados pela Bloomberg. Segundo, o cenário macroeconômico se deteriorou. A economia americana mostra sinais de desaceleração, mas os mercados não precificam novos cortes de juros até que Kevin Warsh assuma a presidência do Federal Reserve ainda este ano. Essa combinação pode limitar novas entradas de capital em criptoativos nos próximos meses.
O ethereum, segunda maior criptomoeda por capitalização, também sofreu revisão significativa. O banco reduziu sua meta para o final de 2026 de US$ 7.500 para US$ 4.000, e Kendrick prevê uma queda intermediária até cerca de US$ 1.400 antes de uma possível recuperação. O ether estava sendo negociado abaixo de US$ 2.000 na quinta-feira.
O impacto mais amplo é notável. O bitcoin recuou mais de 40% em relação ao pico de outubro, enquanto o mercado cripto mais amplo perdeu quase US$ 2 trilhões em valor no mesmo período, de acordo com a CoinGecko. Ironicamente, o bitcoin — frequentemente promovido como "ouro digital" e como uma aposta de maior volatilidade em relação às ações — agora está ficando atrás do Nasdaq e do S&P 500 em desempenho.
Ainda assim, Kendrick ofereceu uma perspectiva matizada sobre a situação. Ele observou que a queda foi acentuada, mas mais organizada do que crashes anteriores em mercados de criptomoedas. Diferentemente de episódios passados, esta liquidação não resultou no colapso de nenhuma plataforma de ativos digitais significativa, sugerindo que o mercado está amadurecendo. Mas a recuperação dependerá de mudanças nas condições macroeconômicas e na política monetária — algo que pode levar meses para se concretizar.
Citas Notables
Esperamos uma nova capitulação de preços nos próximos meses— Geoffrey Kendrick, chefe global de pesquisa em ativos digitais do banco
Esta liquidação foi menos extrema do que as anteriores e não resultou no colapso de nenhuma plataforma de ativos digitais— Geoffrey Kendrick
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que um banco reduziria sua projeção três vezes em dois meses? Não parece estranho?
Não é estranho, é honesto. Quando as condições mudam rapidamente — saídas de fundos, economia desacelerando, mudanças nas expectativas do Fed — as projeções antigas viram obsoletas. O banco está ajustando conforme aprende.
Mas isso não mina a credibilidade? Se eles erraram em US$ 150 mil, por que confiar em US$ 100 mil?
É uma questão justa. Mas note que eles também estão alertando para US$ 50 mil como possibilidade. Eles não estão fingindo certeza. Estão dizendo: o cenário ficou mais fraco, e aqui estão os riscos.
O comprador médio está em prejuízo em US$ 90 mil. Isso significa que a maioria dos investidores recentes perdeu dinheiro?
Basicamente, sim. Quem entrou entre US$ 90 mil e o pico de US$ 127 mil está operando no vermelho. E se o preço cair para US$ 50 mil como o banco alerta, essas perdas se aprofundam significativamente.
E quanto ao ethereum? US$ 1.400 é uma queda brutal a partir de onde está agora.
É. Mas o ethereum é mais volátil que o bitcoin e mais sensível ao apetite por risco. Se o cenário macroeconômico piora, ativos de risco maior sofrem mais. O banco está dizendo: prepare-se para pior antes de melhor.
O que muda a narrativa? Quando os investidores voltam?
Quando o Fed muda de curso — quando há sinal de que os juros vão cair. Ou quando a economia americana estabiliza. Kendrick está dizendo que isso pode não acontecer até Kevin Warsh assumir o Fed. Até lá, o mercado cripto fica à deriva.