BC elimina limite de R$ 500 no Pix por aproximação; clientes definem tetos

Clientes poderão negociar limites conforme suas necessidades
O Banco Central transferiu o poder de decisão sobre tetos de transação para usuários e suas instituições financeiras.

O Banco Central do Brasil deu mais um passo na construção de um sistema de pagamentos mais fluido e personalizado: ao remover o teto de R$ 500 do Pix por aproximação, a autoridade monetária equipara essa modalidade às demais formas de pagamento instantâneo e devolve ao cidadão — e às instituições — a autonomia de definir seus próprios limites. A mudança, que entra em vigor em outubro de 2026, reflete uma tendência mais ampla de integração financeira, embora a exclusão dos usuários de iPhone revele que a tecnologia ainda carrega fronteiras invisíveis.

  • O limite fixo de R$ 500 por transação via Pix por aproximação criava uma barreira artificial que desestimulava a adoção da modalidade por quem precisava de mais flexibilidade.
  • A instrução normativa do BC rompe essa restrição e coloca o Pix por aproximação no mesmo nível das transferências por chave e QR Code, eliminando uma distinção que confundia usuários.
  • A norma vai além: também abrange a Jornada sem Redirecionamento do Open Finance, permitindo pagamentos vinculados a carteiras digitais sem que o usuário precise abrir o aplicativo do banco.
  • Bancos e fintechs têm até 1º de outubro para adaptar sistemas e políticas de limite, num prazo que o BC considerou necessário para uma transição ordenada.
  • Apesar do avanço, usuários de iPhone seguem excluídos da modalidade — a Apple ainda não libera o acesso ao NFC de seus dispositivos da mesma forma que o Android, mantendo uma lacuna significativa no alcance da tecnologia.

O Banco Central eliminou o teto de R$ 500 que limitava cada transação feita pelo Pix por aproximação. Com a mudança, clientes poderão negociar diretamente com seus bancos os valores máximos que desejam autorizar, transformando um sistema rígido em algo flexível e personalizado.

A decisão, formalizada em instrução normativa assinada por Ricardo Teixeira Leite Mourão, do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro, coloca o Pix por aproximação no mesmo patamar das transferências por chave ou QR Code. Até então, a modalidade operava sob regras próprias e mais restritivas. A norma também alcança os pagamentos pela Jornada sem Redirecionamento do Open Finance — mecanismo que vincula contas bancárias a carteiras digitais sem exigir que o usuário abra o aplicativo do banco durante a transação.

As novas regras entram em vigor em 1º de outubro, dando tempo para que bancos e fintechs ajustem seus sistemas. A instrução altera uma norma publicada originalmente em setembro de 2024.

Lançado em fevereiro de 2025, o Pix por aproximação usa tecnologia NFC — a mesma dos cartões de crédito e débito — para concluir pagamentos em segundos, apenas aproximando o celular de um terminal. Mas uma barreira persiste: usuários de iPhone ainda não têm acesso à modalidade, pois a Apple não abre o NFC de seus dispositivos da mesma forma que o Android. Enquanto essa questão não for resolvida, uma parcela relevante dos consumidores brasileiros continuará de fora.

O Banco Central removeu uma das principais restrições ao Pix por aproximação: o teto de R$ 500 que limitava cada transação realizada por essa modalidade. A partir de agora, os clientes poderão negociar diretamente com seus bancos e instituições financeiras os valores máximos que desejam autorizar para esse tipo de operação, transformando um sistema rígido em outro flexível e personalizado.

A decisão, formalizada em instrução normativa publicada pela autoridade monetária, coloca o Pix por aproximação no mesmo patamar das demais formas de pagamento instantâneo já disponíveis no país — como as transferências feitas por chave ou por código QR. Até então, a modalidade funcionava sob regras próprias e mais restritivas. Agora, ela seguirá as mesmas diretrizes gerais que o Banco Central já estabeleceu para o Pix tradicional, eliminando uma distinção que podia confundir usuários e limitar a adoção da tecnologia.

A mudança não se restringe apenas ao Pix por aproximação. A norma também alcança os pagamentos realizados pela chamada Jornada sem Redirecionamento, um mecanismo do Open Finance que funciona de forma particularmente conveniente: permite que contas bancárias sejam vinculadas a carteiras digitais sem que o usuário precise abrir o aplicativo de seu banco durante a transação. É um passo a mais na direção de um ecossistema financeiro integrado e menos dependente de aplicativos isolados.

O Banco Central concedeu um período de adaptação ao sistema financeiro. As novas regras entrarão em vigor no primeiro dia de outubro deste ano, dando tempo para que bancos e fintechs ajustem seus sistemas e políticas de limite. A instrução foi assinada por Ricardo Teixeira Leite Mourão, chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro da autarquia, e altera uma norma que havia sido publicada em setembro de 2024.

O Pix por aproximação é ainda uma novidade no mercado brasileiro. Começou a operar em fevereiro de 2025, trazendo a tecnologia de comunicação por campo de proximidade — a mesma usada em cartões de crédito e débito — para o universo dos pagamentos instantâneos. A ferramenta funciona de forma intuitiva: aproxima-se o celular de um terminal de pagamento e a transação é concluída em segundos, sem necessidade de inserir senhas ou assinar comprovantes.

Mas há uma limitação importante que ainda persiste. O Pix por aproximação não está disponível para usuários de aparelhos com sistema iOS no Brasil. O obstáculo é tecnológico: a Apple não abre acesso à tecnologia NFC de seus dispositivos da mesma forma que o Android, criando uma barreira que o Banco Central e as instituições financeiras ainda precisam contornar. Enquanto isso não acontecer, usuários de iPhone ficarão de fora dessa modalidade de pagamento, mesmo que seus bancos já tenham implementado a solução.

O Pix por aproximação foi equiparado às demais modalidades do sistema de pagamentos instantâneos
— Banco Central
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que o Banco Central decidiu eliminar esse limite de R$ 500 justamente agora?

Model

Porque o limite inicial era uma proteção cautelosa. Quando o Pix por aproximação começou em fevereiro, ninguém sabia como os brasileiros usariam a tecnologia. Manter um teto baixo era uma forma de controlar riscos. Agora, com alguns meses de operação, o BC viu que o sistema funciona e decidiu confiar mais nas instituições financeiras para gerenciar seus próprios limites.

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E o que muda na prática para quem usa o Pix?

Model

Tudo depende do seu banco. Alguns podem manter limites baixos por política própria. Outros podem permitir transações bem maiores. O poder agora está nas mãos de cada instituição, não mais em uma regra única do BC. É mais flexível, mas também mais fragmentado.

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Essa Jornada sem Redirecionamento que aparece na norma — o que é exatamente?

Model

É um jeito de conectar sua conta bancária a uma carteira digital sem precisar sair dela para confirmar a operação no app do banco. Você autoriza uma vez, e depois as transações fluem direto. É mais rápido, menos fricção.

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E o iOS? Por que os usuários de iPhone ainda não têm acesso?

Model

A Apple controla o acesso à tecnologia NFC nos iPhones de forma muito mais restrita que o Android. Não é culpa do BC ou dos bancos. É uma decisão da Apple sobre como quer que a tecnologia funcione em seus dispositivos. Enquanto isso não mudar, quem tem iPhone fica esperando.

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Quando essas novas regras começam a valer?

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Primeiro de outubro. O BC deu quatro meses para os bancos se prepararem. É tempo suficiente para ajustar sistemas e definir as políticas de limite que cada instituição quer adotar.

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