No coração do Porto, o Mercado do Bolhão voltou a ser palco de uma disputa que vai além do comércio: um leilão de espaços revelou onde os comerciantes ainda depositam fé e memória. As bancas interiores, herdeiras de gerações de peixeiras e feirantes, foram arrematadas por valores até vinte e seis vezes superiores ao preço-base, enquanto as lojas voltadas para a Rua de Sá da Bandeira ficaram quase todas desertas. O mercado fala por si: o que tem história tem valor, e o que tem apenas fachada pode não ter futuro.