Uma mulher de Salvador que sonhava com uma casa para si e para a filha foi atraída por uma promessa de trabalho no exterior e encontrou, no lugar do emprego prometido, o interior de uma rede de tráfico humano. Karine, 30 anos, teve o passaporte confiscado no Camboja, foi forçada a aplicar golpes telefônicos e tentou tirar a própria vida duas vezes antes de ser transferida para Madagascar, onde ela e outros 22 brasileiros foram presos sem documentos, sem comida e sem água. O caso ilumina uma rota silenciosa de exploração que atravessa continentes e captura pessoas comuns pelo fio da esperança.
Baiana vítima de tráfico humano no Camboja e Madagascar clama por retorno ao Brasil
Karine sofreu pressão psicológica, ameaças, intimidações e tentou suicídio duas vezes; 23 brasileiros foram presos, agredidos pela polícia e mantidos sem acesso a alimentos e água em Madagascar.