O melhor programa social que existe é o emprego
Em Nova Alvorada do Sul, a Atvos lançou a pedra fundamental de uma usina que une milho, cana e biometano num único complexo de bioenergia, com investimento superior a R$ 1 bilhão. O gesto vai além da construção: é um sinal de que o setor privado enxerga em Mato Grosso do Sul um território fértil para a transição energética. Dois mil empregos e 642 mil toneladas de milho processadas por ano são os contornos visíveis de uma aposta que mira a descarbonização do transporte global.
- A Atvos comprometeu mais de R$ 1 bilhão numa única aposta em solo sul-mato-grossense, sinalizando uma das maiores entradas do setor de biocombustíveis no Estado.
- A integração entre etanol de cana, etanol de milho e biometano num mesmo complexo cria uma pressão competitiva que pode redesenhar o mapa da bioenergia brasileira.
- O bagaço da cana — antes resíduo — passa a alimentar a produção do etanol de milho, fechando um ciclo que reduz emissões e elimina dependência de combustíveis fósseis.
- Dois mil postos de trabalho na fase de construção e coprodutos como DDG e óleo de milho ampliam o impacto econômico para além dos portões da usina.
- O projeto consolida Mato Grosso do Sul como polo nacional de bioenergia e posiciona a Atvos na corrida pela descarbonização de aviões, navios e veículos.
Na quarta-feira, a Atvos lançou a pedra fundamental de sua primeira usina de etanol de milho integrada à Unidade Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul. O investimento ultrapassa R$ 1 bilhão e promete gerar dois mil empregos durante a construção. O governador Eduardo Riedel marcou presença no evento, celebrando o que chamou de prova concreta da confiança do setor privado em Mato Grosso do Sul.
A nova planta funcionará lado a lado com a unidade de cana-de-açúcar já existente, formando um complexo integrado que também incluirá produção de biometano. A capacidade instalada permitirá processar 642 mil toneladas de milho por ano, gerando 273 mil metros cúbicos de etanol, além de 183 mil toneladas de DDG — coproduto proteico para nutrição animal — e 13 mil toneladas de óleo de milho.
O diferencial apontado pelo CEO Bruno Serapião está no modelo de economia circular: o bagaço da cana, que seria descartado, fornecerá a energia necessária para fabricar o etanol de milho. Isso reduz a intensidade de carbono da produção e transforma a Unidade Santa Luzia no que a empresa denomina seu primeiro Complexo de Transição Energética.
Para a Atvos, o etanol é uma das tecnologias mais promissoras para descarbonizar não apenas automóveis, mas também aviação e navegação. O projeto reforça a posição de Mato Grosso do Sul como um dos principais polos brasileiros de bioenergia — um ativo que o Estado vem construindo há anos e que agora recebe um de seus maiores investimentos privados.
Na quarta-feira, a Atvos colocou a primeira pedra de uma aposta bilionária em Mato Grosso do Sul. A empresa, uma das maiores produtoras de biocombustíveis do país, vai construir sua primeira usina de etanol de milho integrada à Unidade Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul. O investimento ultrapassa um bilhão de reais. O governador Eduardo Riedel estava lá para o evento, celebrando não apenas a obra em si, mas o que ela representa: confiança do setor privado no Estado, e dois mil empregos durante a fase de construção.
A nova planta não será isolada. Ela vai funcionar lado a lado com a unidade já existente que produz etanol a partir da cana-de-açúcar, criando um complexo integrado que também incluirá a produção de biometano. Essa integração é o cerne da estratégia da empresa. A fábrica terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano, transformando-as em 273 mil metros cúbicos de etanol anualmente. Além disso, o processo gerará 183 mil toneladas de DDG — grãos secos de destilaria, um coproduto rico em proteína usado na nutrição animal — e 13 mil toneladas de óleo de milho.
Riedel, em declarações pelas redes sociais, enquadrou o investimento como prova de que o Estado segue atraindo empresas de peso. "O melhor programa social que existe é o emprego", disse, ressaltando que a iniciativa fortalece a transição energética em Mato Grosso do Sul. Para o governador, a integração entre etanol de cana, milho e biometano deve impulsionar a economia regional através de novos postos de trabalho e investimentos subsequentes.
O diferencial do projeto, segundo Bruno Serapião, CEO da Atvos, não está apenas em produzir etanol de milho, mas em como produzi-lo. A empresa aproveitará o bagaço da cana — resíduo que normalmente seria descartado — para gerar a energia necessária à fabricação do etanol de milho. Esse modelo de economia circular reduz a intensidade de carbono da produção e transforma a Unidade Santa Luzia no que a empresa chama de primeiro Complexo de Transição Energética da Atvos. A energia vem de biomassa renovável, não de combustíveis fósseis.
O milho emerge, neste contexto, como uma nova frente de expansão complementar à cana-de-açúcar. A empresa vê no etanol uma das tecnologias mais promissoras para descarbonizar o transporte — não apenas carros, mas também navios e aviões. A pegada de carbono é menor, e a produção pode escalar. Com essa nova usina, a Atvos pretende ampliar sua oferta de energia renovável e consolidar sua posição na transição energética do país. O projeto reforça ainda a posição de Mato Grosso do Sul como um dos principais polos brasileiros de bioenergia, um ativo que o Estado vem cultivando há anos.
Citações Notáveis
Nosso diferencial não está apenas na produção de etanol de milho, mas na forma como vamos produzi-lo. Ao integrar essa operação a uma unidade consolidada de cana-de-açúcar, aproveitamos sinergias industriais, utilizamos energia renovável proveniente da biomassa e reduzimos a intensidade de carbono da nossa produção.— Bruno Serapião, CEO da Atvos
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que a Atvos escolheu integrar a produção de milho à unidade de cana já existente, em vez de construir uma fábrica separada?
Porque a integração cria sinergias. Você usa a mesma infraestrutura, os mesmos sistemas de distribuição, e aproveita o bagaço da cana para gerar energia. Separado, seria mais caro e menos eficiente.
Então o bagaço de cana é realmente o combustível que vai alimentar a produção de etanol de milho?
Exatamente. É economia circular de verdade. O que era resíduo vira fonte de energia renovável. Reduz a intensidade de carbono e fecha o ciclo dentro da mesma unidade.
Os dois mil empregos mencionados — são permanentes ou apenas durante a construção?
Durante a construção. Depois que a usina entrar em operação, haverá empregos permanentes, mas o número não foi divulgado. O foco do anúncio foi no impacto imediato da obra.
Por que o biometano é importante nessa equação?
Porque diversifica a plataforma de bioenergia. Não é só etanol. É etanol de cana, etanol de milho, biometano — múltiplas formas de energia renovável saindo do mesmo complexo.
A empresa está apostando que o etanol vai ser demandado em setores como aviação e marítimo?
Sim. Eles veem o etanol como uma solução de descarbonização em larga escala para esses setores, que têm menos opções que o transporte rodoviário. É uma aposta no futuro da energia renovável.