Não posso agradar e atender as expectativas de todo mundo
Aos 42 anos, a atriz Priscila Sol se vê navegando um território que nenhum roteiro ensaia: o de amar alguém que os mais próximos recusam aceitar. Seu namoro com Marcello Rossi, 24 anos, gerou silêncio da mãe e desconforto do filho de 19 anos — ambos incapazes de acolher uma escolha que pertence apenas a ela. Após meses de sofrimento, Priscila encontrou não a aprovação alheia, mas algo mais difícil e mais honesto: a disposição de viver sem ela.
- A diferença de 18 anos entre Priscila e seu namorado Marcello criou uma fratura silenciosa dentro de casa — a mãe não fala com ele, e o filho de 19 anos não sabe como lidar com a situação.
- A proximidade de idade entre o namorado e o próprio filho torna o desconforto ainda mais concreto e difícil de ignorar para todos os envolvidos.
- Por três meses, a atriz carregou o peso emocional da rejeição familiar, oscilando entre a dor de não ser apoiada e a necessidade de honrar seus próprios desejos.
- O ponto de virada veio quando Priscila decidiu parar de tentar agradar a todos e passou a encarar o conflito como um aprendizado sobre autonomia e dependência emocional.
- A aparição pública do casal no Lollapalooza em São Paulo sinalizou que, mesmo sem resolução familiar, Priscila escolheu seguir em frente — à vista de todos.
Priscila Sol, 42 anos, está namorando Marcello Rossi, de 24 — e o que poderia ser apenas sua vida pessoal tornou-se um ponto de tensão com as pessoas que ela mais ama. Sua mãe não fala com o namorado, mantém distância e não demonstra qualquer aceitação. Seu filho, Vitor, tem 19 anos — apenas cinco a mais que Marcello — e confessa não saber como lidar com a dinâmica incomum.
A atriz revelou à revista Quem que passou três meses em sofrimento genuíno, sentindo o peso de não ter o apoio de quem ama. Mas algo mudou nesse período: ela começou a enxergar a angústia como um sinal de que precisava renegociar sua relação com as expectativas alheias. "Não posso agradar e atender as expectativas de todo mundo", disse ela — uma frase que marcou uma virada.
A relação com a mãe tem raízes antigas. Quando Priscila perdeu o pai aos 15 anos, a mãe assumiu um papel de proteção intensa, criando um vínculo profundo que agora ela tenta reequilibrar. Com o filho, a complexidade também é real — ela mesma já refletiu sobre os desafios de criar um adolescente sem saber ao certo se está acertando.
Conhecida pelo papel da Tia Perucas em "Carinha de Anjo", Priscila tem uma trajetória que inclui novelas como "Viver a Vida" e "Lado a Lado", além de séries na Netflix. Recentemente, o casal foi visto junto no Lollapalooza em São Paulo — um gesto público que revela sua disposição de estar ao lado de Marcello mesmo diante da desaprovação familiar. A tensão entre autonomia e lealdade permanece aberta, não resolvida, mas reconhecida.
Priscila Sol, aos 42 anos, descobriu que viver um romance pode ser mais complicado do que qualquer papel que interpretou na televisão. A atriz, conhecida por dar vida à Tia Perucas na novela infantil "Carinha de Anjo", está namorando Marcello Rossi, um homem de 24 anos — dezoito anos mais jovem que ela. O que poderia ser simplesmente sua vida pessoal se tornou um ponto de tensão dentro de casa, onde as pessoas mais próximas a ela recusam-se a aceitar o relacionamento.
A resistência vem de dois lados. Sua mãe, a quem Priscila descreve como o maior amor de sua vida, não concorda com a relação. Ela não fala com Marcello, não interage, mantém uma distância que a atriz sente profundamente. Mas há outra camada de complicação: seu filho, Vitor Abate, tem apenas 19 anos — apenas cinco anos mais velho que o namorado da mãe. Essa proximidade de idade cria uma dinâmica particularmente incômoda. Vitor, que é seu melhor amigo, confessa que não sabe como lidar com a situação.
Priscila abriu-se sobre o peso emocional dessa rejeição. Em entrevista à revista Quem, ela revelou que passou três meses em sofrimento genuíno, lutando contra a dor de não ter o apoio das pessoas que ama. Mas em algum momento, sua perspectiva mudou. Ela começou a ver aquele período de angústia como uma oportunidade de aprendizado, um sinal de que precisava repensar sua relação com as expectativas alheias. "Não posso agradar e atender as expectativas de todo mundo", disse ela, marcando um ponto de virada em como escolhe viver.
A história de Priscila com sua mãe é marcada por uma proximidade que tem raízes profundas. Aos 15 anos, perdeu seu pai, e sua mãe assumiu um papel de proteção intenso, cobrindo-a de amor e cuidado. Essa relação próxima, embora afetuosa, deixou marcas de dependência emocional que agora Priscila está tentando renegociar. Com seu filho, a dinâmica também é complexa. Em 2017, ela refletiu sobre os desafios de ser mãe de um adolescente, reconhecendo que nunca se sabe ao certo se está acertando ou errando nas decisões.
Antes de se tornar conhecida pelo papel na novela infantil do SBT, Priscila trabalhou em produções mais maduras. Participou de "Viver a Vida", a novela de Manoel Carlos na Globo, onde interpretou Paixão, uma estagiária que nutria uma paixão platônica. Em "Lado a Lado", novela de época, foi Sandra, uma jovem que engravidava antes do casamento — papéis que exploravam temas de vulnerabilidade e transgressão social. Mais recentemente, apareceu em séries como "Lili, a ex" e "Ninguém Tá Olhando", na Netflix.
O casal foi visto junto no Lollapalooza em São Paulo neste fim de semana, um gesto público que marca sua disposição de estar junto apesar da desaprovação familiar. Para Priscila, a questão agora não é mais convencer sua mãe ou seu filho de que sua escolha está correta. É, em vez disso, aprender a viver com a desaprovação deles enquanto honra seus próprios desejos. Essa tensão entre autonomia pessoal e lealdade familiar permanece em aberto — não resolvida, mas reconhecida.
Notable Quotes
Minha mãe não aceita. É importante dizer isso. Minha mãe é o maior amor da minha vida, mas a que mais pega no meu pé em relação a isso.— Priscila Sol, à revista Quem
Hoje estou bem, mas fiquei três meses na dor. Entendi que, se estou passando por isso, algo tenho que aprender.— Priscila Sol, à revista Quem
The Hearth Conversation Another angle on the story
O que você acha que sua mãe teme, de verdade, nessa relação?
Acho que não é só sobre a idade. É sobre perder controle, sobre a filha fazer escolhas que ela não consegue proteger. Quando você perde um pai aos 15 anos, a mãe vira tudo — protetor, conselheiro, âncora. Aceitar que a filha quer algo que ela não aprova é aceitar que não pode mais guardar tudo.
E seu filho? Ele está com ciúmes?
Não é bem ciúmes. É estranheza. Ele tem 19 anos, o namorado tem 24. São praticamente da mesma geração. Ele vê a mãe dele com alguém que poderia ser amigo dele. Não é desconfortável só para ele — é confuso.
Você passou três meses sofrendo. Por quê?
Porque eu queria que eles entendessem. Queria que aceitassem. Queria que minha mãe visse que eu sou feliz. Mas em algum momento você percebe que não pode viver esperando aprovação que talvez nunca chegue.
Isso muda algo entre vocês?
Muda tudo e nada ao mesmo tempo. Minha mãe continua não falando com ele. Meu filho continua desconfortável. Mas eu parei de sofrer por isso. Parei de tentar convencer. Isso é liberdade, mesmo que incompleta.
Você acha que eles vão mudar de ideia?
Não sei. Talvez com tempo. Talvez nunca. O que aprendi é que não posso viver minha vida esperando por talvez.